O que Michelle, Dora Kramer e Wim Wenders têm em comum. Por Moisés Mendes

Atualizado em 17 de fevereiro de 2026 às 10:49
Wim Wenders, Michelle Bolsonaro e Dora Kramer. Foto: reprodução

Comecei a ler o texto da Folha em que a colunista Dora Kramer desqualifica a homenagem da Acadêmicos de Niterói a Lula, mas não fui adiante quando apareceu essa frase: “Folia e política não se bicam”.

Me lembrei da fala de Wim Wenders, ao ser questionado por um repórter, no Festival de Berlim, sobre o fato de que o governo alemão, patrocinador do evento, apoia o genocídio em Gaza.

O cineasta alemão, presidente do festival, respondeu:

“Não podemos interferir na política, temos que nos manter fora dela. Somos o oposto da política. Temos que fazer o trabalho das pessoas, não o dos políticos”.

Quando Wim Wenders e Dora Kramer pensam a mesma coisa sobre arte e política, a situação fica complicada.

Wenders, Dora, Michelle Bolsonaro e muita gente da direita e da extrema direita brasileira poderiam sentar num bar e conversar sobre qualquer assunto. Eles conversariam em javanês.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confraterniza com integrantes da Acadêmicos de Niterói durante desfile em sua homenagem — Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo
Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/