O que o filho de um presidente não pode fazer. Por Moisés Mendes

Atualizado em 22 de agosto de 2026 às 21:49
Jair e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

O filho de um presidente da República deveria prestar atenção nos conselhos da Globo, principalmente nas recomendações de Merval Pereira, e passar a centenas de quilômetros de distância do governo.

Um filho de presidente não deveria nem passar de carro diante dos palácios do Planalto e da Alvorada. Nem pensar em comprar mansões com dinheiro vivo. E muito menos ter franquias de chocolate 80%.

Um filho de presidente não poderia nunca pensar em fazer filmes sobre o pai com dinheiro de banqueiro mafioso. Nunca deveria usar sunga branca, nem em fotos produzidas por Inteligência Artificial.

Por isso deve ficar longe do governo. Só assim um filho evitaria problemas para o pai e seria considerado terrivelmente insuspeito e idôneo, como é a imagem imaculada de todos os filhos de Bolsonaro.

Imagem relacionada ao contexto da nota
Lula e Lulinha. Foto: Reprodução

Um filho de presidente não poderia ser dono de um casarão de R$ 6 milhões, nem amigo de milicianos. O filho de Lula precisa andar melhor acompanhado.

DE NOVO

Oito anos depois, a Globo escala o mesmo repórter lavajatista Vladimir Netto, que trabalhou descaradamente para a turma de Curitiba, para atacar o filho de Lula e cercar de novo o presidente.

É constrangedor ver um jornalista sendo subserviente à mesma missão que cumpriu para a direita e a extrema direita e levou Lula ao cárcere político.

Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/