O “ranking” das mortes só vale se Jair for o 1° colocado. Por Fernando Brito

Bolsonaro em entrevista coletiva sobre a crise do coronavírus. Foto: Reprodução

Publicado originalmente no Tijolaço:

Por Fernando Brito

Coisa de canalha o documento distribuído pelo Palácio do Planalto com um “ranking” de casos e mortes pelo novo coronavírus associando primariamente a incidência aos governadores e prefeitos, distribuído aos parlamentares hoje.

Comparar números absolutos já seria um absurdo, pois nem se todos os 500 mil habitantes de Roraima adoecessem chegariam ao número de paulistas com a doença. É algo que qualquer mente tão primária quanto a dos ocupantes do poder central alcançaria e, portanto, não é sequer estupidez, é canalhice, mesmo.

Pior, esta asneira sai sob a responsabilidade da Secretaria de Governo da Presidência, ocupada por um general da ativa, Luís Eduardo Ramos, que teria, institucionalmente, a obrigação de fazer a “interlocução com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios”.

Vê-se que tipo de articulação faz.

A cereja do bolo da estupidez é, quando os números são do Distrito Federal, cujo governador, Ibaneis Rocha, é um puxa-saco do presidente, o nome da figura é omitido.

Sugere-se que o general Ramos, se quer seguir este método, refaça o ranking colocando o governante de toda a população brasileira, Jair Bolsonaro, disparado em primeiro lugar e pare com a covardia de mentir sobre o Supremo ter tirado seus poderes para comandar o combate à pandemia, quando apenas reconheceu a responsabilidade concorrente de Estados e Municípios.

Cada vez mais fica evidente que o maior problema do Brasil não é ser governado por pessoas de ideologia de direita, é ser governado por gente sem nenhuma caráter, nem mesmo diante da morte de mais de 100 mil brasileiros.

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