O ridículo caso de Lula e a cerveja: “merchandising” é crime? Por Fernando Brito

lula

Publicado no Tijolaço.

POR FERNANDO BRITO

 

Capítulo fim de ano da série “explorem tudo contra o Lula”, a matéria do Estadão é um primor.

Depois de, durante meses, os rapazes da Lava Jato  tentarem provar que as palestras pagas de Lula para dezenas de empresas era simples “lavagem” de recursos escusos e das provas cabais de que as palestras foram realizadas, pagas e regularmente contabilizadas, agora o Estadão quer mostrar que Lula mentiu.

Peraí, mentiu como?

Ah, é que o dono da Cervejaria Itaipava, ao contratar a palestra queria que o ex-presidente dissesse: ‘A cerveja Itaipava por ser 100% brasileira, é sua cerveja preferida’ e “‘Não bebo muita cerveja, mais quando bebo é Itaipava’.

E ele não bebe Itaipava!

Perjúrio, falso testemunho, obstrução à cevada, ocultação de malte, desvio de lúpulo!

Mas tem de ser apurado doa em quem doer, e soube que foram encontradas embalagens dos frios Ceratti na lixeira de Fátima Bernardes, enquanto ela anunciava os produtos da Seara. Num dos filmes, inclusive, ela fazia referência a William Bonner, que não tinha contrato, dizendo que a linguiça da marca  era boa “até preparada por um churrasqueiro bem mais ou menos, como o meu marido“. Hummm…

Já se perderam todos os limites do ridículo.

Mas já que é assim, seria interessante que se apurasse se a Haagen Dazs deu alguma vantagem indevida a Michel Temer.

Porque, em matéria de “merchan” é o case do ano!

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