O senador que tentou dar “carteirada” para visitar Bolsonaro na Papudinha

Atualizado em 30 de janeiro de 2026 às 17:21
Magno Malta e Jair Bolsonaro. Foto: Mateus Bonomi/Folhapress

O senador Magno Malta (PL-ES) tentou usar prerrogativas do cargo para acessar a Papudinha, onde Jair Bolsonaro está preso, segundo relatos policiais encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF) e obtidos pela coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo.

A tentativa foi descrita como uma “carteirada” para entrar em área de segurança máxima da unidade. A informação consta de decisão do ministro Alexandre de Moraes, que negou o pedido de visita do parlamentar ao ex-presidente.

Segundo a decisão, Malta tentou entrar na unidade prisional “mediante o uso indevido de prerrogativas parlamentares para acessar áreas de segurança máxima”. Para Moraes, a conduta “gera riscos desnecessários à disciplina do Batalhão e à segurança do próprio sistema de custódia”.

O ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Diego Herculano/Reuters

No mesmo despacho, Moraes também vetou a entrada de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, por ele ser investigado por organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Os dois integravam a lista apresentada pela defesa de Bolsonaro para visitas no presídio.

A solicitação foi analisada individualmente pelo Supremo, que considerou os antecedentes e as circunstâncias de cada pedido.

Outros quatro nomes, no entanto, tiveram autorização para visitar o ex-presidente. Foram liberados os deputados Cabo Gilberto Silva (PL-PB) e Hélio Lopes (PL-RJ), o senador Wilder Morais (PL-GO) e o ex-secretário de Assuntos Fundiários do governo Bolsonaro, Luiz Antônio Nabhan Garcia.

Bolsonaro está preso em regime fechado desde 22 de novembro, na Papudinha. Ele foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.