Obras e locações transformam áreas públicas do Parque da Água Branca após privatização

Atualizado em 24 de maio de 2026 às 14:27
Usuários protestam contra privatização do Parque da Água Branca – Foto: Divulgação/barranewssp

O Parque da Água Branca, em São Paulo, passou por transformações desde a concessão à Reserva Novos Parques Urbanos, incluindo eventos de decoração como a Casacor e locações temporárias, que chegam a durar até 54 meses. Críticos apontam que parte da área de proteção permanente foi ocupada e que alterações em trilhas e academias ao ar livre ocorreram durante obras. Com informações do Metrópoles.

A concessionária afirma que as atividades são analisadas e autorizadas pelos órgãos competentes, seguindo restrições ambientais, patrimoniais e operacionais. Medidas de mitigação e acompanhamento técnico são aplicadas durante a implantação das estruturas, sem afastar a obrigação de recomposição das áreas utilizadas.

O antigo Museu Geológico foi transferido para reserva técnica no Instituto Biológico, e seu prédio passou a ser usado como escritório da Casacor. A concessionária informa que não é responsável pela remoção do museu nem pelas decisões sobre a guarda ou exposição do acervo, e que qualquer ocupação de imóveis deve respeitar autorizações aplicáveis e diretrizes de preservação.

Questões levantadas sobre obras, barulho e ocupação prolongada foram respondidas pela concessionária, que afirma seguir planos operacionais, incluindo controle de horários, rotas internas e medidas de segurança. A percepção geral dos frequentadores é positiva, com índice de aprovação de 90% registrado por auditor independente.

A Casacor declarou que todas as atividades durante o período de obras estão de acordo com orientações operacionais e órgãos de patrimônio, e que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) previsto é instrumento legal voltado à preservação do patrimônio cultural, sem gerar ocupação permanente. A Fazenda Churrascada também afirmou que sua estrutura é temporária, reversível e compatível com a vocação agropecuária, cultural e gastronômica do parque.

Secretarias estaduais e municipais acompanham a fiscalização e garantem a regularidade das atividades, focando na preservação do patrimônio histórico, ambiental e cultural. A concessionária ressalta que a concessão não transfere titularidade do parque, não privatiza áreas públicas e que o modelo implantado busca compatibilizar usos, serviços e eventos com a vocação histórica e cultural do parque.

A gestão do parque conta com equipe técnica especializada, composta por biólogos, veterinários, profissionais ambientais e de manutenção, que monitoram obras, eventos e espaços destinados a atividades como equoterapia e cuidados com animais. Todas as ações seguem protocolos de segurança, conservação e bem-estar, garantindo que a execução de obras e eventos temporários ocorra de forma organizada e compatível com a vocação pública do Parque da Água Branca.