
Integrantes da campanha do presidente Lula (PT) querem reduzir o improviso do petista no debate da TV Globo, marcado para a próxima sexta (23), e planejam uma ofensiva contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) baseada na relação dele com o advogado Willer Tomaz. A informação é do Metrópoles.
A orientação ganhou força após o debate da Band, no domingo (18), quando Lula deixou de seguir recomendações da equipe e não abordou temas que seus aliados consideravam prioritários. O presidente também começou o confronto sem cumprimentar o adversário.
Na avaliação interna, Lula improvisou grande parte das intervenções na Band, inclusive nas considerações finais, quando criticou privatizações. A equipe busca agora fazê-lo aderir mais ao roteiro preparado para o novo embate.
O comando da campanha identificou pontos positivos na participação do presidente. Aliados avaliam que Lula expôs dificuldades de Flávio Bolsonaro para responder a perguntas e conseguiu mobilizar mais assuntos nas redes sociais.

Advogado Willer Tomaz deve entrar no confronto
O principal tema que a campanha pretende explorar envolve Willer Tomaz. Flávio Bolsonaro é alvo de um inquérito da Polícia Federal encaminhado ao Supremo Tribunal Federal para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas relacionadas ao advogado.
Tomaz também está no centro de investigações sobre suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas a empresas de apostas. Relatórios do Ministério da Fazenda ampliaram a atenção sobre o caso e sobre possíveis conexões com o senador.
O procedimento tramita no STF sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A intenção dos aliados de Lula é levar o assunto ao debate como uma das linhas centrais de cobrança ao candidato do PL.
Na terça (21), Lula afirmou durante uma agenda que Flávio não teria condições morais de disputar a Presidência da República caso não abrisse os sigilos de suas contas e das contas de familiares. A quebra de sigilo deve permanecer entre os temas da estratégia do presidente para o confronto na Globo.