Óleo no NE: um povo de caráter salva praias abandonadas pelo governo de vagabundos. Por Kiko Nogueira

Correram o mundo as imagens dos heróis que foram para as praias nordestinas retirar o óleo derramado por barris com a logomarca da Shell.

Gente forte e de caráter que arregaçou as mangas e foi à luta pela sobrevivência.

Não vai sair de graça para um governo ecocida, corrupto, incompetente e leniente, diretamente responsável por uma tragédia ambiental.

Como disse o Delegado Waldir, Bolsonaro é um “vagabundo”. A definição se estende para quem se pendura no chefe.

As manchas de óleo que começaram a aparecer em setembro estão em nove estados, destruindo flora e fauna e comprometendo o sustento de 140 mil profissionais da pesca.

O ministro Ricardo Salles passeia de helicóptero para lá e para cá, fazendo fotos e vídeos e simulando trabalho e conhecimento do ofício.

Em abril, Bolsonaro extinguiu dois comitês ligados ao plano de ação contra vazamentos desse gênero.

A ideia é reduzir proteção e estimular exploração irresponsável, como na Amazônia.

Assim como ocorreu na floresta, essa gente só passou a se mexer após o escândalo internacional.

Enquanto um bando de políticos come, bebe e se espanca nas redes sociais, a população se armou de ancinhos, baldes, redes, barcos e o que mais estivesse à mão.

As imagens de tartarugas mortas, crianças nadando em manchas e paraísos conspurcados é fatal também para o turismo.

Os moradores de Tamandaré, em Pernambuco, limparam a areia e a água na raça.

Salvador ganhou o grupo Guardiões do Litoral, que começou com cinco amigos surfistas e hoje inclui centenas de pessoas corajosas e abnegadas em mutirões.

Eis os verdadeiros voluntários da pátria, não aquela escumalha que se elegeu arrotando amor pelo Brasil e hoje se engalfinha por dinheiro no PSL, se xingando para continuar estuprando os brasileiros.

Mais uma vez os nordestinos salvam a nação. Os vídeos que viralizaram são de um resgate moral. 

A hora dessa malta está chegando e ela será varrida como a sujeira que invadiu nossa costa — com força, inteligência, indignação e vontade.

 

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