Onde está o dinheiro pago pelas caxirolas proibidas?

O Comitê Organizador Local da Copa marcou um gol ao impedir o uso de uma enganação de Carlinhos Brown.

Isso não vai acontecer
Isso não vai acontecer

A caxirola, o instrumento inventado por Carlinhos Brown para embalar os jogos da seleção brasileira na Copa, foi banida. O gerente de segurança do Comitê Organizador Local (COL), Hilário Medeiros, entendeu que ela se enquadrava, obviamente, entre os instrumentos proibidos de entrar nos estádios. Houve outro problema: a chuva de caxirolas no jogo entre Bahia e Vitória, na Fonte Nova, deixou evidente que, além de tudo, ela podia ser usada como arma.

Agora, onde foram parar os 750 mil reais que o governo da Bahia gastou para distribuir as caxirolas? O dinheiro será devolvido? As caxirolas serão recicladas para virar turbantes de Brown? Ficamos por isso mesmo?

Originada do caxixi (o chocalho que vai no berimbau), a caxirola era feita de plástico verde “sustentável” desenvolvido pela Braskem. Os direitos eram da empresa Marketing Store. Elas seriam vendidas por R$ 29,90 (um caxixi, feito de palha trançada, sai por 10 contos em Salvador).

O aplique de Brown foi longe demais. Não fosse a Fifa, provavelmente estaríamos obrigados a ouvir uma subvuvuzela que, ainda por cima, seria atirada na cara de torcedores e jogadores. O lançamento foi cheio de solenidade. Marta Suplicy chegou a dizer: “Carlinhos Brown é um exemplo desse Brasil diverso, que precisa resgatar sua história, cultura, a ponto de entendê-la para continuar caminhando pra frente. Somos todos indígenas, portugueses, africanos e tantos outros povos que trouxeram sua expressão pra cá. A caxirola será a marca no nosso futebol, só uma questão de genialidade pode fazer uma coisa como essas”, disse Marta.

Dilma foi além. “O Carlinhos é um autor e um grande artista. E ele expressa um mundo diverso, mas muito específico, do Brasil, e especialmente da Bahia. Nos encanta porque ele combina essa imagem verde e amarela da caxirola. Estamos falando de um plástico verde, de um país que tem a liderança da sustentabilidade no mundo e ao mesmo tempo é um objeto capaz de fazer duas coisas: de combinar a imagem com som e nos levar a gols.”

Ao reclamar da ingerência da Fifa na Copa do Mundo, lembre-se disso: ela impediu os planos de dominação de Carlinhos Brown. Isso não é pouco.

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