Operação combate fraude que inseriu mandados de prisão de Lula e Moraes no CNJ

Atualizado em 5 de fevereiro de 2026 às 10:05
O presidente Lula (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quinta-feira (5), uma operação para combater uma fraude cibernética que tentou criar mandados de prisão falsos contra o presidente Lula (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação mira um esquema interestadual que atacou sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Judiciário goiano.

A operação é conduzida por policiais da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), em conjunto com o Núcleo de Segurança Institucional do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). Mandados judiciais estão sendo cumpridos em Goiás, no Distrito Federal e em Minas Gerais.

As investigações apontam que os criminosos inseriram mandados de prisão falsos no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) e em processos digitais do sistema Projudi/TJGO. Para isso, foram utilizados documentos fraudulentos que simulavam decisões judiciais legítimas.

Segundo a apuração, os responsáveis tentaram manipular os sistemas do CNJ para vincular ordens de prisão aos nomes de Lula e Moraes, utilizando, de forma indevida, dados das autoridades.

Operação PCGO investiga fraude de sistema do CNJ e TJGO que emitiu mandados falsos de prisão para Lula e Moraes
Policiais civis da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), da Polícia Civil de Goiás, durante operação para combater fraude cibernética. Foto: Reprodução

Ataque hacker ao CNJ

O ataque ocorreu em janeiro, quando o CNJ identificou alterações irregulares no BNMP. As fraudes envolveram a troca e a substituição de dados de um mandado judicial existente por informações associadas ao presidente da República e ao ministro do STF.

Durante a tentativa de fraude, os criminosos chegaram a inserir os CPFs de Lula e Moraes nos registros do sistema. Apesar disso, não conseguiram concluir a emissão formal dos mandados de prisão falsos.

Após identificar a invasão aos seus sistemas, o CNJ acionou as autoridades de segurança. A Polícia Civil passou a investigar a atuação do grupo responsável pela inserção dos dados fraudulentos tanto no BNMP quanto nos processos digitais do Judiciário de Goiás.

As apurações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e esclarecer a dimensão do ataque cibernético contra os sistemas do Poder Judiciário.