Oposição protocola pedido de CPI para investigar Sergio Moro por suspeita de encobrir crimes de Bolsonaro

Moro e Bolsonaro. Foto: Agência Brasil

Os deputados Rogério Correia, Paulo Pimenta, Natália Bonavides e Célio Moura, do PT, protocolaram pedido de CPI para investigar Sergio Moro.

O objetivo é apurar o comportamento do ex-juiz Sergio Moro e supostos crimes de condescendência criminosa, prevaricação, obstrução à investigações e advocacia administrativa, cometidos por ele no Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Moro, como se sabe, pediu demissão do Ministério da Justiça depois que, segundo ele, Bolsonaro trocou o diretor-geral da Polícia Federal.

Até tomar essa decisão, porém, ele agiu com extrema lealdade a Jair Bolsonaro.

Tanto que tomou a iniciativa de acionar a Procuradoria Geral da República para tomar o depoimento do porteiro que havia dito à Polícia Civil do Rio de Janeiro que Bolsonaro autorizou a entrada no condomínio do miliciano Élcio Queiroz no dia do assassinato da vereadora Marielle Franco.

Élcio Queiroz está preso por conta do crime.

Moro também entregou a Bolsonaro um relatório do inquérito sigiloso que apurou o esquema de laranjas atribuído ao ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

Em outra oportunidade, o então ministro da Justiça informou Bolsonaro sobre outro inquérito sigiloso, o dos hackers que tiveram acesso a mensagens suas e de outras autoridades.

Os deputados querem saber se Moro negociava sua nomeação para o Supremo Tribunal Federal (STF).

O próprio Bolsonaro disse no ano passado que tinha o compromisso de nomear o ex-ministro da Justiça para o STF.

As mensagens vazadas pelo Intercept dão conta de que integrantes da Lava Jato tinham essa expectativa desde que Moro foi anunciado ministro da Justiça.

Logo depois que Moro foi anunciado ministro, foi divulgada a investigação que relacionava o operador Fabrício de Queiroz até com Michelle Bolsonaro.

Em mensagens trocadas entresi, os procuradores comentaram que Moro poderia se queimar caso a Polícia Federal não investigasse o caso.

A Polícia Federal nunca investigou.

 

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