Os dois fatores que podem acelerar a recriação do Ministério da Segurança Pública

Atualizado em 4 de janeiro de 2026 às 8:04
O presidente Lula e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Foto: Gabriela Biló/Folhapress

Lideranças do Partido dos Trabalhadores voltaram a defender a recriação do Ministério da Segurança Pública e avaliam que o momento político pode favorecer a iniciativa do governo. O debate ganhou força após o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, manifestar o desejo de deixar o cargo. As informações são do Metrópoles.

Nos bastidores, petistas afirmam que a saída de Lewandowski abriu espaço para reorganizar a estrutura da área de segurança no governo federal. A avaliação interna é de que a recriação da pasta ajudaria o Palácio do Planalto a dar um sinal mais claro de prioridade ao tema.

Apesar disso, o PT defende cautela quanto ao timing. Segundo lideranças do partido, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva só deveria oficializar a recriação do ministério após a aprovação da PEC da Segurança Pública pelo Congresso Nacional.

Protesto em comunidade no Rio pedindo mais segurança pública. Reprodução

A proposta de emenda constitucional, considerada uma aposta estratégica do governo, foi enviada ao Legislativo em abril, mas encontrou resistência. A expectativa no Planalto é que o texto volte à pauta da Câmara dos Deputados em 2026, após o recesso parlamentar.

Na avaliação de dirigentes petistas, a volta do Ministério da Segurança Pública — que já existiu durante o governo de Michel Temer — permitiria a Lula sustentar o discurso de que adotou medidas concretas para enfrentar a crise na área.

O tema da segurança pública também deve ganhar destaque nos eventos de aniversário do PT em 2026, marcados para ocorrer entre 5 e 7 de fevereiro, em Salvador, na Bahia. A discussão interna é vista como parte da estratégia do partido para alinhar discurso político e ações institucionais.