Os filhos de Bolsonaro foram humilhados. Por Moisés Mendes

Atualizado em 26 de junho de 2026 às 6:32
Michelle Bolsonaro durante evento político
Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro durante evento político. Foto: Reprodução

Os muito ingênuos entendem que a guerra de Michelle com Flávio e Eduardo é apenas a revanche de uma mulher ofendida. Esses não percebem a obviedade quase ululante do vídeo com o ataque aos enteados.

Michelle está dizendo que o bolsonarismo, com o líder fora do jogo, pode e vai seguir em frente sem depender de nomes da família. Ela está disposta a provar.

Tanto que o sobrenome Bolsonaro sempre é evitado pela madrasta. Michelle decidiu avisar que tem mais poder político do que os filhos do marido.

E que a extrema direita poderá continuar absorvendo a velha direita e a estrutura oportunista do centrão se conseguir se livrar dos filhos do homem.

Se fosse preciso fazer um resumo para os ingênuos, pode-se dizer o que segue. Michelle testou com o vídeo a fragilidade de Flávio e Bolsonaro.

E, com esse teste, mandou o seguinte recado: esses dois não têm condições de unir fascismo e direita, como o marido presidiário conseguiu, mesmo que fosse apenas uma gambiarra anti-Lula.

Michelle humilhou e amordaçou os enteados. Flávio pediu desculpas e Eduardo ficou quieto, para tentar reagir nas sombras. Hoje, eles não têm o que fazer.

Michelle é maior do que todos os filhos de Bolsonaro juntos. Se as esquerdas acharem que não, podemos nos preparar para coisas muito ruins.

Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/