Os hackers vão apodrecer na cadeia se não fizerem o que se espera deles: delação. Por Moisés Mendes

Os supostos hackers de Araraquara

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Os quatro hackers de Araraquara deveriam se informar, por seus advogados, se pode acontecer com eles, já a partir de agora, o que aconteceu com os presos da Lava-Jato. É provável que aconteça.

As prisões temporárias dos quatro foram transformadas em preventivas pela Justiça. Ficarão presos por uma eternidade, até se submeterem, como quadrilha (já foram ou serão enquadrados), a acordos de delação.

Foi assim que a Lava-Jato prosperou. Sustentada pelas delações, e não por investigações, com deduragens só conseguidas com prisões preventivas que encarceraram suspeitos por mais de ano.

Todo mundo sabe: quem delatou acabou sendo libertado, muitos sem penas a cumprir, e quem não apontou ninguém para Deltan Dallagnol e Sergio Moro está preso até hoje.

Os hackers não sairão tão cedo da cadeia, enquanto não corresponderem às expectativas do ministro que atua como polícia, como promotor, como juiz e como déspota.

O site Antagonista, de Diogo Mainardi, o homem-mosca, já avisou que Sergio Moro quer transformar o jornalista Glenn Greenwald em receptador de informações.

Esta é a informação que deverá ser ‘buscada’ nas delações. Os quatro hackers saberão logo: ou incriminam o Intercept, como os delatores da Lava-Jato fizeram com Lula, ou apodrecem na cadeia.

Como o Supremo, que foi desmoralizado pela Lava-Jato, nada fez para impedir que a tática medieval de Moro e Dallagnol prosperasse, o esquema se disseminou. Vai sobrar para os hackers de Araraquara.

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