Os Jogos mostraram o amor que os brasileiros têm por Guga e o ódio que sentem de Temer. Por Paulo Nogueira

Ele não tem que fugir como o interino
Ele não tem que fugir como o interino

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Acabo de ver Guga pela tevê nas Olimpíadas. Ele estava comentando a final de tênis masculina para uma emissora.

Ele se ergueu num determinado momento e o telão o mostrou. Foi aplaudido de pé. As pessoas gritavam: “Olê, olê, olê, Guga, Guga.”

O povo ama Guga.

Imediatamente me ocorreu o caso oposto. Alguém que o povo detesta. Temer. Guga tem que se expor, tal a admiração de que goza entre os brasileiros. Temer tem que se esconder, acovardado, como se fosse um desertor numa guerra.

São estas as Olímpiadas de 2016 no Rio.

Nos estádios, vamos tendo imagens que não esqueceremos. Rafaela. Phelps. Mo Farah.

Fora do universo dos atletas, nada é tão marcante quanto a expressão “Fora Temer”.

Se há um slogan real para os Jogos, é este: “Fora Temer”. Eis um homem que só não desperta comiseração porque traidores não merecem.

Temer vendeu a alma para chegar ao Planalto. Conspirou, tramou, foi sórdido.

Tudo isso para quê? Para ter que viver fugindo das pessoas? Para se esgueirar pelas sombras, como um fugitivo? Para armar uma operação de guerra para não ser visto na abertura das Olimpíadas? Para tremer diante da possibilidade de aparecer na cerimônia de encerramento?

Não existe glória nenhuma nisso. É o triunfo da miséria e da infâmia. É uma vida vivida na sarjeta e na abjeção. A luz do sol dignifica o homem no convívio com seus iguais. As trevas o rebaixam.

Assim vive Temer.

Um sábio da Antiguidade disse para tomarmos cuidado com nossas ambições porque elas podem se realizar.

Temer é um caso exemplar. Quis virar presidente. Virou um pária.

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