
Três jornalistas da bancada do Roda Viva (Anna Virginia Balloussier, Clarissa Oliveira e Fabio Turci) iniciaram a entrevista com Erika Hilton com uma pauta bem interessante para o reacionarismo.
Queriam saber se ela não é muito radical e se a sua luta, na condição de transexual que fala em voz alta, não favorece a direita.
Eram perguntas que o bolsonarismo patrocinaria. Foram 20 minutos de programa com a pauta da radicalidade de Erika. Foi quase um massacre.
Mas a deputada deu respostas que deveriam inspirar boa parte das esquerdas perdidas nessa conversa fiada de que o problema hoje é o excesso de foco nas questões identitárias.
Essa é a síntese do que ela disse: não há como responder às agressões às mulheres, às pessoas LGBTQIA+ e aos negros com voz baixa e cordialidades:
“Às vezes eu precisaria ser mais dura do que eu sou. Quero evocar aquela colocação do Malcolm X. Não podemos confundir a reação dos oprimidos com a violência dos opressores. Nós temos algumas vezes algumas reações que são a medida necessária para que a gente possa fazer frente à onda de violência e de ódio e de ataques. Não dá para esperar que uma pessoa que esteja sendo apedrejada, que está sendo ridicularizada e violentada, que tenha negada a sua própria identidade, reaja com flores e com palavras dóceis”.
Abaixo, o link para a entrevista.