Os matadores do cachorro Orelha ajudam a explicar os estigmas de Santa Catarina. Por Moisés Mendes

Atualizado em 26 de janeiro de 2026 às 20:28
O cachorro Orelha. Foto: reprodução

Me fez mal, pelo que informa, e me fez bem, pelo jornalismo, essa chamada de capa do jornal NSC, de Santa Catarina, que foi durante parte da manhã manchete do jornal online:

Investigados pela morte do cão Orelha são alvos de mandados da polícia em SC”

Por que a morte de um cachorro, por quatro adolescentes (e com suspeita de envolvimento de adultos) merece manchete? Por que mataram o cachorro, se era mascote da praia há pelo menos 10 anos?

Porque, como deve ter percebido a repórter Júlia Venâncio e seus editores, o crime diz muito do que é hoje o ‘espírito’ de parcela relevante da população de Santa Catarina.

O que está acontecendo com Santa Catarina, o maior antro de células nazistas do Brasil?

EM VIAGEM

Mais informações que estão na capa do jornal NSC sobre a morte do cão Orelha, na Praia Brava. Pelo menos dois adolescentes são bem de vida e serão ouvidos pela Polícia Civil na próxima semana, após retornarem de uma viagem aos Estados Unidos.

A capa do jornal NSC sobre a morte do cão Orelha. Foto: Reprodução

A Polícia cumpriu hoje três mandados de busca e apreensão em Florianópolis. Dois deles ocorreram em endereços ligados a adolescentes suspeitos.

Durante a ação, foram apreendidos celulares e outros dispositivos eletrônicos.

A Polícia também fez buscas na residência de um adulto investigado por coação de uma testemunha, para localizar uma arma de fogo que teria sido usada na ameaça.

O item não foi encontrado, mas os policiais localizaram drogas no local, que seriam para uso pessoal.

DISNEY?

Não é um detalhe qualquer: os adolescentes acusados da morte do cachorro Orelha estariam passeando na Disney, para tirar fotos ao lado dos bichinhos americanos?

Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/