
Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta segunda (22) mostra que 38% dos brasileiros avaliam o governo do presidente Lula como ruim ou péssimo. Outros 32% consideram a gestão ótima ou boa, enquanto 28% classificam o governo como regular.
Os números apresentam pequenas oscilações em relação ao levantamento de março, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Na comparação com a pesquisa anterior, a avaliação negativa recuou de 40% para 38%, enquanto a positiva passou de 33% para 32%.
Já a parcela dos entrevistados que considera o governo regular aumentou de 24% para 28%. Segundo a diretora da Ipsos-Ipec, Márcia Cavallari, o cenário segue marcado por polarização entre os eleitores.

A avaliação positiva é mais elevada entre eleitores que votaram em Lula em 2022, moradores do Nordeste, pessoas com ensino fundamental, famílias com renda de até um salário mínimo e católicos. A negativa é mais forte entre eleitores que declaram ter votado em Jair Bolsonaro em 2022, entrevistados com renda superior a cinco salários mínimos, evangélicos, pessoas com ensino superior e moradores da região Sudeste.
O levantamento também mediu a aprovação da forma como Lula governa o país. Segundo a pesquisa, 44% aprovam a administração federal e 50% desaprovam. Em março, os índices eram de 43% e 51%, respectivamente. Outros 6% não souberam ou preferiram não responder.

Em relação à confiança no presidente, 41% afirmam confiar em Lula, enquanto 56% dizem não confiar. Os números permaneceram praticamente estáveis em comparação ao levantamento anterior, quando a confiança era de 40% e a desconfiança de 56%.

Quando questionados sobre o desempenho do governo, 42% afirmaram que a gestão está pior do que esperavam, 32% disseram que está igual ao esperado e 23% avaliaram que está melhor. Os índices apresentam poucas mudanças em relação à pesquisa realizada em março.

Sobre a situação econômica do país, 41% afirmam que ela piorou nos últimos seis meses, enquanto 25% consideram que melhorou. Já as expectativas para o futuro mostram maior otimismo: 36% acreditam que a economia estará melhor nos próximos seis meses, contra 32% que esperam uma piora. A pesquisa ouviu 2 mil eleitores em 130 municípios entre os dias 13 e 17 de junho.
