Padre Júlio pede bloqueio de mais R$ 1 bilhão da Pixbet após operação da PF

Atualizado em 16 de agosto de 2026 às 8:40
Padre Júlio Lancellotti
Padre Júlio Lancellotti. Foto: Reprodução

O padre Júlio Lancellotti pediu ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) o bloqueio de R$ 1 bilhão da Pixbet para assegurar recursos destinados a uma eventual indenização por danos à sociedade e a famílias. A medida integra uma ação que busca impedir o acesso de crianças e adolescentes a plataformas de jogos de azar. Com informações de Metrópoles.

O Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH) Padre Ezequiel Ramin e a Educafro assinam o pedido com o sacerdote. As entidades já processam a Pixbet, a Flabet e a Bet da Sorte na Vara da Infância e da Juventude de Campina Grande (PB).

A ação original, apresentada em 2024, cobra R$ 500 milhões por dano moral coletivo. O grupo também pede mecanismos rigorosos de verificação de idade e reconhecimento facial, além da suspensão das plataformas de apostas em todo o país.

O advogado Márlon Reis, que representa padre Júlio e o CDDH, afirmou que a nova solicitação surgiu após a Operação Arena, da Polícia Federal. Para ele, as suspeitas apuradas elevaram o risco de a empresa não manter patrimônio suficiente para uma futura indenização.

Um vídeo feito durante a Operação Arena registra o momento em que policiais abordam o veículo ocupado pelo empresário Ernildo Júnior, apontado como um dos donos da Pixbet.

Operação da PF investigou empresas ligadas à Pixbet

A Operação Arena mirou sete pessoas e 12 empresas que, conforme a investigação, integravam o ecossistema da Pixbet. A Polícia Federal apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e ocultação de patrimônio no exterior.

Os investigadores apontaram operações de câmbio realizadas por apostadores e remessas ao exterior. A decisão judicial citada no caso menciona US$ 271,5 mil enviados para fora do país e uma equivalência de quase R$ 1,5 bilhão.

Segundo a apuração policial, os recursos retornavam ao Brasil por meio de notas fiscais por serviços simulados para empresas offshore. As estruturas empresariais investigadas envolveriam Curaçao e outros quatro países.

A Justiça já autorizou, no âmbito da investigação da Polícia Federal, o bloqueio de R$ 1 bilhão e manteve a plataforma em funcionamento. O novo pedido das entidades busca indisponibilizar outro R$ 1 bilhão e não se confunde com aquela decisão.

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