Paes e Ruas pedem inelegibilidade um do outro após eleição no Rio

Atualizado em 4 de novembro de 2026 às 22:10
Eduardo Paes acena durante a campanha eleitoral
Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro, em imagem de arquivo. Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), e o ex-prefeito da capital Eduardo Paes (PSD) pedem à Justiça Eleitoral que o adversário seja declarado inelegível por oito anos. Os rivais apresentaram ações entre domingo (1º) e esta quarta-feira (4), com acusações de abuso de poder político e econômico, uso indevido dos meios de comunicação e compra de votos. As informações são da Folha de S.Paulo.

Ruas iniciou a ofensiva com uma ação protocolada no domingo. Nela, acusa Paes de manter um site que, segundo o PL, seria ilegal e teria sido usado para divulgar denúncias contra o então candidato ao governo. A legenda afirma que a página era mantida nos Estados Unidos e que o ex-prefeito a divulgou durante um debate da TV Globo.

Em outra ação, apresentada na terça-feira (3), o governador eleito sustenta que Paes se beneficiou de assédio a servidores e prestadores de serviços da Secretaria Municipal de Educação para que participassem de eventos políticos. A acusação se apoia em um procedimento aberto pelo Ministério Público do Trabalho. O processo também tem como alvo o atual prefeito, Eduardo Cavaliere (PSD), que assumiu após a renúncia de Paes para disputar o governo.

Há ainda um pedido de bloqueio do canal “Exército do Dudu”, criado pelo PSD-RJ para mobilizar apoio à realização de um segundo turno. A convocação de uma nova votação é discutida em uma ação da legenda no Supremo Tribunal Federal (STF).

Anthony Garotinho e Douglas Ruas em debate eleitoral
Anthony Garotinho e Douglas Ruas durante debate eleitoral. Foto: Lucas Figueiredo/Band

Paes apresentou sua ação nesta quarta-feira e pediu também a cassação do diploma ou do mandato de Ruas, a quem acusou de montar um esquema de “compra indiscriminada de votos”. Como base, citou publicações em redes sociais com relatos de supostos crimes eleitorais em favor do adversário e registros policiais de apreensões de dinheiro ligado a candidatos do PL.

O ex-prefeito também atribui ao rival abuso de poder econômico pela produção de panfletos que o apresentavam como inimigo de valores cristãos. Questiona ainda materiais que associavam sua candidatura ao número de urna do PL ou do PT. Nas redes sociais, classificou esse material como um “golpe de malandrinho”.

A disputa ocorre enquanto o PSD tenta obter no STF a realização de um segundo turno no Rio. O partido questiona a exclusão dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos), cujo registro foi indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A retirada desses votos do cálculo elevou a participação de Ruas de 49,27% para 50,88% dos votos válidos e encerrou a eleição no primeiro turno.

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