
Colin Gray, pai de Colt Gray, foi condenado por assassinato em segundo grau e homicídio culposo pelas mortes de dois alunos e dois professores na Apalachee High School, em Winder, Geórgia (EUA), em setembro de 2024. A sentença ainda está pendente, mas ele foi considerado culpado pelo assassinato de dois estudantes de 14 anos, Mason Schermerhorn e Christian Angulo, devido à negligência e maus-tratos, conforme a lei da Geórgia.
Ele também foi condenado pelo homicídio culposo das mortes dos professores Richard Aspinwall e Cristina Irimie. O ataque foi perpetrado por seu filho, de 14 anos, que planejou o massacre minuciosamente. Em 4 de setembro de 2024, Colt levou um rifle semiautomático para a escola dentro de uma mochila, coberta por uma cartolina.
Após sair da aula, ele foi ao banheiro, pegou a arma e iniciou o tiroteio em uma sala de aula e nos corredores, matando dois colegas e ferindo outros. Colt enfrenta 55 acusações, incluindo assassinato, e se declarou inocente, com uma nova audiência marcada para este mês.
A acusação afirmou que Colin Gray deu ao filho acesso à arma, mesmo depois de ter recebido alertas sobre o comportamento problemático de Colt e a possibilidade de ele machucar outras pessoas. Em sua defesa, os promotores alegaram que Colin sabia que a saúde mental do filho estava se deteriorando e ainda assim permitiu o acesso ao rifle.

O pai também tinha conhecimento de que Colt se inspirava em autores de massacres em escolas, incluindo Nikolas Cruz, responsável pelo ataque em Parkland, Flórida, em 2018.
No quarto de Colt, as autoridades encontraram um altar dedicado a Nikolas Cruz, o que indicava a obsessão do adolescente por massacres escolares. De acordo com as investigações, Colin Gray não só deu o rifle de presente no Natal anterior ao ataque, como também sabia sobre o crescente fascínio do filho por esses eventos violentos. Isso, segundo os promotores, contribuiu para a tragédia.
Colt Gray responde a múltiplas acusações, incluindo assassinato, e aguarda o julgamento. A investigação revelou que o ataque foi planejado com antecedência, com o adolescente preparando a arma e se preparando psicologicamente para o crime.