Papa Leão XIV defende palestinos da Cisjordânia e pede fim da violência

Atualizado em 16 de agosto de 2026 às 11:50
Papa Leão XIV durante oração do Angelus em Castel Gandolfo
Papa Leão XIV durante oração do Angelus em Castel Gandolfo. Foto: Reprodução

O papa Leão XIV fez neste domingo (16) um novo apelo pelo fim da violência contra a população palestina na Cisjordânia e pediu à comunidade internacional que avance na construção de uma solução de dois Estados para o conflito no Oriente Médio.

Após a oração do Angelus, realizada na Piazza della Libertà, em Castel Gandolfo, o pontífice afirmou que é necessário trabalhar por uma “paz justa e duradoura” na Terra Santa. O pronunciamento foi recebido com aplausos pela multidão.

Leão XIV declarou:

“Faço um apelo pelo fim da violência em curso contra a população civil palestina na Cisjordânia e peço urgentemente à comunidade internacional que trabalhe para promover a solução de dois Estados, por uma paz justa e duradoura.”

O pronunciamento ocorreu em meio ao agravamento da situação em áreas da Cisjordânia. Segundo a publicação Terre Sainte Magazine, famílias da aldeia de Qusra estariam sob cerco de colonos israelenses há vários dias. Na sexta-feira, proprietários palestinos e ativistas israelenses pela paz também teriam sido alvo de disparos de colonos em Beit Sahour.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, indicou ainda a intenção de transferir para a polícia a responsabilidade pela manutenção da ordem e da segurança no território ocupado.

Papa volta a defender solução de dois Estados

Ao defender novamente a criação de dois Estados, Leão XIV retomou uma posição sustentada pelo Vaticano há décadas como caminho para uma solução política do conflito entre israelenses e palestinos.

O papa já havia manifestado preocupação com a escalada da violência. Em 26 de julho, afirmou acompanhar “com profunda preocupação” o aumento dos confrontos na Terra Santa e destacou que civis palestinos e israelenses continuavam sendo vítimas da violência.

Na ocasião, Leão XIV pediu o retorno às negociações e defendeu uma solução política baseada na “igual dignidade e nos direitos iguais de cada ser humano”.

O pontífice também pediu o fim de novas ações militares e de decisões unilaterais que violem o respeito e o status quo dos lugares sagrados das diferentes religiões.

Em seu apelo anterior, Leão XIV também alertou para o agravamento da crise humanitária no Oriente Médio, destacando os impactos das operações militares sobre a população civil e a falta de água potável e eletricidade.

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