Papa não precisará de novo tratamento contra câncer, dizem médicos

Atualizado em 21 de outubro de 2026 às 19:52
Papa Leão XIV
O Papa Leão XIV. Foto; Remo Casilli/Reuters

O papa Leão XIV não precisará de tratamento adicional contra o câncer após a cirurgia no pulmão realizada em 13 de outubro, informou sua equipe médica nesta quarta-feira (21). Segundo comunicado divulgado pelo Vaticano e noticiado pela Reuters, os exames finais confirmaram que a doença permanecia localizada.

As análises histológicas e de biologia molecular do tecido retirado confirmaram o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar. O cirurgião Stefano Margaritora e o médico pessoal do pontífice, Luigi Carbone, afirmaram que uma avaliação oncológica posterior concluiu não haver necessidade de novas terapias.

Leão XIV, de 71 anos, passou pela retirada do lobo inferior do pulmão direito no Hospital Gemelli, em Roma. O procedimento ocorreu depois de exames identificarem um nódulo, cuja natureza cancerígena foi confirmada durante a intervenção.

Nesta quarta-feira, o papa retornou à Praça de São Pedro para sua primeira audiência geral desde a operação. A retomada desse compromisso integra o retorno gradual às funções, iniciado após sua saída do hospital.

Retorno gradual começou no domingo

Papa Leão XIV São Pedro
Fiéis se reuniram na Praça de São Pedro para a primeira prece do Papa Leão XIV após a cirurgia. Foto: Matteo Minnella/Reuters

A primeira aparição pública depois da cirurgia ocorreu no domingo (18), durante a oração do Ângelus, da janela do Palácio Apostólico. O pontífice apareceu sem auxílio, sorriu e agradeceu as orações recebidas. Cerca de 15 mil pessoas acompanharam o compromisso na Praça de São Pedro, segundo o Vaticano, em relato da Reuters.

“Superada essa fase delicada, retomarei gradualmente minhas atividades, sempre com a ajuda de Deus e de suas orações”, declarou naquele dia. Leão XIV havia recebido alta hospitalar no sábado (17), após avaliações que indicaram condições de continuar a recuperação fora do hospital.

A agenda inclui uma viagem ao Uruguai, à Argentina e ao Peru entre 6 e 17 de novembro, mas sua realização ainda estava sob avaliação. Margaritora afirmou não haver razões clínicas que impedissem o deslocamento. O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, ponderou que o ritmo dos compromissos poderá precisar de ajustes para favorecer a recuperação.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!