
O Papa Leão XIV fez um pronunciamento significativo durante sua primeira mensagem de Páscoa como líder da Igreja Católica. Em sua fala, transmitida para milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, o pontífice pediu, de maneira veemente, que aqueles com poder de desencadear conflitos escolhessem a paz, reforçando a importância do diálogo e da responsabilidade coletiva para a construção de um mundo mais justo e sem guerras.
Não citou Trump ou seu cachorro Pete Hegseth, seus antagonistas.
Falando da sacada da Basílica de São Pedro, o Papa iniciou sua mensagem com um pedido de reflexão para os líderes mundiais: “Que aqueles que têm armas as deixem cair. Que aqueles que têm o poder de desencadear guerras escolham a paz. Não uma paz imposta pela força, mas pelo diálogo. Não com o desejo de dominar os outros, mas para encontrá-los.”
Suas palavras ecoaram com um tom de esperança, mas também com uma crítica à guerra no Irã e à retórica assassina. O Papa chamou a atenção para a crescente indiferença à violência, que tem se espalhado globalmente. Ele destacou que o mundo está sendo devastado por guerras e conflitos, mencionando que o ódio e a indiferença se tornaram tão predominantes que muitos se sentem impotentes diante do mal.
Ele pediu que o mundo abandone esses sentimentos negativos e busque a verdadeira paz, que não é baseada na força, mas no entendimento e no amor ao próximo.
Durante a sua mensagem, Leão XIV também fez uma referência explícita ao legado de seu antecessor, o Papa Francisco, mencionando a “globalização da indiferença”, que ele considerou ser uma das maiores ameaças aos direitos humanos e à justiça social no mundo contemporâneo. A frase foi uma maneira de ressaltar que a violência, muitas vezes, se torna invisível aos olhos da sociedade, e a passividade diante do sofrimento de outros precisa ser combatida.
A ressurreição de Cristo, celebrada na Páscoa, foi destacada por Leão XIV como um símbolo de renovação e esperança, especialmente em tempos de sofrimento e desespero. “O poder da Páscoa é inteiramente não-violento”, disse ele. Ele sublinhou que a mensagem cristã de renovação e perdão é a chave para enfrentar os desafios de um mundo marcado pela guerra e pela injustiça.
O Papa disse que Jesus venceu a morte e, assim, “derrotou de uma vez por todas o antigo adversário, o príncipe deste mundo”. No entanto, o Papa Leão ressaltou que o poder com o qual Cristo conquistou essa vitória é “inteiramente não-violento”, baseado em um amor que “cria e gera”, “perdoa e redime”. Esse espírito de amor e perdão, disse ele, é a “verdadeira força” que estabelece a paz e fomenta relações entre indivíduos e sociedades.
“Quem tem armas nas mãos, que as deponha! Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz! Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo! Não com a vontade de dominar o outro, mas de o encontrar!”
— Papa Leão XIV pic.twitter.com/VrfFn36QFf
— Jeff Nascimento (@jnascim) April 5, 2026
Em um gesto de continuidade da tradição de Papa Francisco, Leão XIV anunciou a realização de uma vigília de oração pela paz, programada para o dia 11 de abril, na Basílica de São Pedro. A vigília será dedicada a orações pela paz no mundo, especialmente em áreas de conflito, e tem como inspiração a vigília organizada por Francisco para pedir pela paz na Síria.
O evento de 2013 reuniu milhares de pessoas que se opuseram à intervenção militar na Síria e pediram por uma solução pacífica para o conflito.
Durante sua mensagem, Leão XIV enfatizou que a paz não é algo que possa ser imposto de cima para baixo, mas que deve ser o resultado de um processo coletivo de diálogo e reconciliação.
Além de seu chamado pela paz e pela unidade global, o Papa Leão XIV também desejou uma feliz Páscoa para os fiéis em 10 idiomas, incluindo árabe, chinês e latim, reforçando a natureza universal da mensagem cristã. Ele concluiu sua mensagem com a tradicional bênção Urbi et Orbi, que abençoa a cidade de Roma e o mundo, enviando uma mensagem de esperança e conforto a todos os povos.