“Parabéns, Tarcísio”: Haddad lista falhas e denuncia caos em São Paulo

Atualizado em 23 de julho de 2026 às 19:47
Fernando Haddad em entrevista
Fernando Haddad durante entrevista em vídeo. Foto: Reprodução

Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo, acusou Tarcísio de Freitas de levar o estado a um cenário de caos nos serviços públicos após uma explosão em um trem da Linha 12-Safira paralisar parte da malha ferroviária nesta quinta-feira (23).

Em entrevista à rádio Nova Brasil FM, Haddad citou problemas em trens concedidos à iniciativa privada, falta d’água após a privatização da Sabesp, suspeitas de corrupção, deterioração das escolas estaduais e aumento dos casos de feminicídio no estado.

“Caos nos trens privatizados. Falta de água na Sabesp privatizada. Corrupção na segurança e na Secretaria da Fazenda. Escola pública sucateada. Feminicídio em alta. Parabéns, Tarcísio”, afirmou Haddad ao condensar as críticas ao governador.

A fala ocorreu no mesmo dia em que passageiros enfrentaram transtornos na região metropolitana de São Paulo. A explosão em um trem por volta das 6h deixou um vagão carbonizado, interrompeu o fornecimento de energia em parte da rede e obrigou usuários a deixar composições.

Vídeos feitos por passageiros registraram o barulho da explosão dentro da composição, chamas na parte externa do trem, gritos e correria durante a retirada dos usuários. Não houve feridos.

A ocorrência afetou as linhas 12-Safira, 11-Coral e 13-Jade, além do Serviço Expresso Aeroporto. Parte dos passageiros caminhou pelos trilhos, enquanto outros migraram para a Linha 3-Vermelha do Metrô, que registrou superlotação.

O caso ocorreu no terceiro dia de operação definitiva da Trivia Trens, concessionária que assumiu ramais antes administrados pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. A gestão estadual responde pela concessão e pela fiscalização do serviço prestado pela empresa.

Haddad disse que, se eleito governador, pretende analisar contratos relacionados aos trens e metrôs, à privatização da Sabesp e ao projeto do novo Centro Administrativo do governo paulista. “Em SP, vou fazer a mesma coisa. Vou analisar o contrato da Sabesp, o contrato do Centro Administrativo e os contratos da CPTM, que vêm apresentando tantos problemas depois da privatização”, afirmou.

O pré-candidato não defendeu o cancelamento automático dos contratos. Ele afirmou que cada acordo deverá passar por análise individual, com manutenção do que considerar positivo e revisão de cláusulas que possam causar prejuízos ao poder público ou aos usuários.

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