
A pastora Paula White-Cain, conselheira espiritual de Donald Trump, está no centro de uma forte controvérsia após comparar o presidente dos EUA a Jesus Cristo durante um evento de Páscoa na Casa Branca.
Na quarta-feira, Trump reuniu grupos evangélicos em um encontro fechado. Durante uma das falas, Paula afirmou que tanto Jesus quanto Trump teriam sido “traídos, presos e falsamente acusados”. Segundo ela, esse seria um “padrão familiar” demonstrado por Cristo.
A pastora foi além: declarou que, assim como Jesus demonstrou liderança por meio do sacrifício, Trump também teria “pago um preço como ninguém”, chegando a quase perder a vida. Em tom messiânico, afirmou ainda que, assim como Cristo ressuscitou e foi vitorioso, Trump também “se levantou” e será “vitorioso em tudo o que fizer”.
Embora o discurso tenha sido aplaudido de pé por apoiadores ligados ao MAGA, a reação foi imediata e explosiva nas redes. Fiéis, teólogos e líderes religiosos classificaram a declaração como ofensiva e até blasfema.
Paula White compares Trump to Jesus during event with faith leaders: “You were betrayed and arrested and falsely accused. It’s a familiar pattern that our Lord and Savior showed us. Because of His resurrection, you rose up.” pic.twitter.com/Ddc8hflU34
— Aaron Rupar (@atrupar) April 1, 2026
“Isso não é teologia, é bajulação em estado puro. A Páscoa trata de redenção espiritual, não de marketing político”, escreveu um internauta. Outro foi mais direto: “Isso é absolutamente vil para qualquer pessoa que acredita no evangelho”.
A indignação também veio de especialistas religiosos e analistas políticos. O teólogo católico Rich Raho classificou a comparação como “blasfema”, enquanto o estrategista político Jeff Timmer disparou: “Charlatães, oportunistas, criminosos — tudo, menos cristãos”.
Não é a primeira vez que White-Cain se envolve em polêmicas. Em março de 2026, ela pediu que seguidores doassem o dízimo para projetos em Israel. Já em fevereiro, incentivou fiéis a contribuírem com até US$ 1.000 como “oferta sacrificial”.
Televangelista influente, Paula White mantém relação próxima com Trump desde 2002, quando passou a atuar como sua conselheira espiritual. Em 2017, participou da posse presidencial, tornando-se a primeira mulher do clero a fazer a invocação oficial. Em 2019, foi nomeada para um cargo na iniciativa de Fé e Oportunidade da Casa Branca.