
Neste domingo (29), durante a premiação Melhores do Ano transmitida no Domingão com Huck, o humorista Paulo Vieira não deixou passar a oportunidade de debochar ao vivo do PowerPoint picareta exibido pela GloboNews, envolvendo o caso do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A arte, que tentou associar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT ao empresário, gerou enorme repercussão negativa nas redes sociais e demissões na emissora.
Ao iniciar o momento de piadas, Luciano Huck convidou o comediante para soltar suas alfinetadas. “Esse ano eu prometi que não ia falar nada polêmico. Não vou mexer com gente grande. Um humor tranquilo. Mas e o [Daniel] Vorcaro? Que maravilha, né?”, iniciou.
“Para quem não entendeu ainda o Vorcaro, eu fiz até um PPT [PowerPoint]. Brincadeira, não fiz! Eu não sei fazer PPT, eu trabalho na Globo, imagina!”.
“E O VORCARO??? Pra quem nao entendeu, fiz até um PPT pra voces… Brincadeira… Não sei fazer PPT. Trabalho na Globo, imagina!” (Paulo Vieira)
ELE DEBOCHANDO DAQUELA VERGONHA DA GLOBONEWS. GIGANTESCO KKKKK #MelhoresdoAno #Domingãopic.twitter.com/hG9KFG4NbM
— Sérgio Santos (@ZAMENZA) March 29, 2026
Na edição de 23 de março do Estúdio i, Andréia Sadi leu uma nota informando que o conteúdo do PowerPoint estava “errado e incompleto”, mas sem dar mais explicações sobre os erros cometidos.
O vídeo da GloboNews também foi alterado no Globoplay, com um aviso de que havia sido “modificado em sua versão web para correção de erro”.
Nunca antes a Globo se curvou tanto diante de um erro grave quanto no caso do PowerPoint. O pedido de desculpas pela manipulação do gráfico envolvendo o Master deveria ser analisado como um exemplo didático de como o jornalismo nas grandes corporações, e particularmente na Globo, se deteriorou ao longo do tempo.
Esse episódio é digno de estudo devido à sua importância trágica para a própria emissora. Desde a exposição do PowerPoint, passando pelas palavras balbuciadas e omissões, até o que não foi dito, o caso revela muito mais do que aparenta. E não é um tema relevante apenas para jornalistas.
Ele é crucial para entender o protagonismo político das grandes corporações de mídia, que moldam o que suas audiências devem saber e debater. Além disso, serve como um lembrete de que o lavajatismo ainda está vivo, mesmo que sob novas roupagens.