Pedro Cardoso, ao defender o SUS: “Como pode haver saúde apenas para quem pode pagar?”

Pedro Cardoso. Foto: Reprodução/Instagram

Publicado originalmente no perfil de Instagram do autor

POR PEDRO CARDOSO, ator

Bom dia.

Venho dizer da minha admiração pelo SUS e pela escola pública; e do sonho de uma boa polícia e de um bom exército; e do orgulho por um honesto bombeiro ou salva vidas; venho louvar o SERVIÇO PÚBLICO e seus profissionais. Os funcionários públicos são, na imensa maioria das vezes, melhores do que o sistema a que servem. Nos momentos de crise é que o sabemos. Quem enfrenta as calamidades são eles.

Tenho 2 grandes amigos que são professores em universidades públicas, Vinícius e Consuelo. Ambos honram o investimento feito neles com verbas públicas espalhando o conhecimento que adquiriram. Ouvi dos 2 em momentos diferentes o quanto se sentiam compromissados com o ensino público por terem usufruído de apoio público para se formarem. São 2 amigos de quem me orgulho e que me colocam diante do egoísmo meu que me fez fazer fortuna na iniciativa privada.

Como estes meus 2 amigos, há muitos brasileiros que merecem mais o Brasil do que outros que ao Brasil só querem explorar economicamente. Vinícius e Consuelo são 2 entre milhões que sustentam o bem estar de outros milhões que dependem do serviço público.

Eu acho que educação e saúde, além de outras fundamentalidades, são bens públicos uma vez que toda a humanidade construiu os conhecimentos sobre os quais se assentam. Como pode haver educação e saúde apenas para quem pode pagar se uma e outra têm sido feitas por todos, ricos ou pobres, europeus ou africanos, religiosos ou ateus? O que todos construíram pertence a todos; e todos devemos dividir o custo desses serviços.

De que modo operar a equação dessa divisão, é política. Façamos boa política, então. O lucro não pode ser exercido sobre o bem comum. Minha opinião. O lucro do bem comum é o bem-estar que ele propicia. Defender o Estado da corrupção e da má administração não é o mesmo que aniquila-lo como quer o híper-liberalismo radical.

Viva o funcionário público! Viva a pessoa que vive para o outro. Quem me dera ter sido um deles.

Bom fim de semana.

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Bom dia. Venho dizer da minha admiração pelo SUS e pela escola pública; e do sonho de uma boa polícia e de um bom exército; e do orgulho por um honesto bombeiro ou salva vidas; venho louvar o SERVIÇO PÚBLICO e seus profissionais. Os funcionários públicos são, na imensa maioria das vezes, melhores do que o sistema a que servem. Nos momentos de crise é que o sabemos. Quem enfrenta as calamidades são eles. Tenho 2 grandes amigos que são professores em universidades públicas, Vinícius e Consuelo. Ambos honram o investimento feito neles com verbas públicas espalhando o conhecimento que adquiriram. Ouvi dos 2 em momentos diferentes o quanto se sentiam compromissados com o ensino público por terem usufruído de apoio público para se formarem. São 2 amigos de quem me orgulho e que me colocam diante do egoísmo meu que me fez fazer fortuna na iniciativa privada. Como estes meus 2 amigos, há muitos brasileiros que merecem mais o Brasil do que outros que ao Brasil só querem explorar economicamente. Vinícius e Consuelo são 2 entre milhões que sustentam o bem estar de outros milhões que dependem do serviço público. Eu acho que educação e saúde, além de outras fundamentalidades, são bens públicos uma vez que toda a humanidade construiu os conhecimentos sobre os quais se assentam. Como pode haver educação e saúde apenas para quem pode pagar se uma e outra têm sido feitas por todos, ricos ou pobres, europeus ou africanos, religiosos ou ateus? O que todos construíram pertence a todos; e todos devemos dividir o custo desses serviços. De que modo operar a equação dessa divisão, é política. Façamos boa política, então. O lucro não pode ser exercido sobre o bem comum. Minha opinião. O lucro do bem comum é o bem-estar que ele propicia. Defender o Estado da corrupção e da má administração não é o mesmo que aniquila-lo como quer o híper-liberalismo radical. Viva o funcionário público! Viva a pessoa que vive para o outro. Quem me dera ter sido um deles. Bom fim de semana.

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