Pentágono diz que não há tropas dos EUA na Venezuela

Atualizado em 4 de janeiro de 2026 às 17:10
Explosão no Forte Tiuna, maior complexo militar da Venezuela, é registrada durante operação dos EUA para capturar Nicolás Maduro. Foto: Divulgação

Um dia após a operação militar que resultou na prisão de Nicolás Maduro em Caracas, o Pentágono afirmou que não há tropas dos Estados Unidos em solo venezuelano. A informação foi divulgada neste domingo e atribuída ao Departamento de Defesa pelo jornal ‘The New York Times’.

Segundo o governo americano, nenhuma das forças especiais envolvidas na captura de Maduro permaneceu no país após a ação. Apesar disso, cerca de 15 mil militares seguem mobilizados em países vizinhos e em embarcações posicionadas no mar do Caribe, como parte do cerco regional montado antes da ofensiva.

As autoridades dos EUA afirmam que a operação não deixou mortos do lado americano. De acordo com Washington, alguns soldados sofreram ferimentos durante a captura, mas nenhuma baixa fatal foi registrada entre as forças envolvidas.

As declarações do Pentágono ocorreram no mesmo momento em que o secretário de Estado, Marco Rubio, tentou afastar a ideia de um conflito aberto. Em entrevista à NBC, ele afirmou que os EUA “não estão em guerra” com a Venezuela. “Estamos em guerra contra organizações que traficam drogas. Esta não é um a guerra contra a Venezuela”, disse.

Apesar do discurso oficial, o presidente Donald Trump declarou que não descarta novos ataques. Segundo ele, uma segunda ofensiva poderia ocorrer e, se necessário, ações “muito maiores” seriam autorizadas.

Ele também afirmou que os Estados Unidos pretendem governar a Venezuela até que uma “transição de poder segura” seja estabelecida. O republicano, porém, não detalhou como essa administração funcionaria. Ele mencionou apenas a criação de um “grupo” que teria participação de Rubio e do secretário de Defesa, Pete Hegseth.

A prisão de Maduro foi precedida por explosões e intenso sobrevoo de aeronaves em Caracas e em outros estados venezuelanos. O próprio Trump relatou que acompanhou a operação de sua mansão em Mar-a-Lago, na Flórida, e disse que “foi como assistir a um programa de TV”.

Segundo o presidente americano, Maduro e sua esposa foram detidos em “questão de segundos” e não conseguiram reagir. Trump afirmou ainda que o líder venezuelano tentou “chegar a um lugar seguro”, mas “chegou à porta, mas não conseguiu fechá-la”.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 27 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.