
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta segunda-feira (5/1) que cerca de 200 soldados americanos entraram no centro de Caracas para prender o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
Segundo ele, a ação fez parte da operação militar que resultou no sequestro de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, posteriormente levados aos Estados Unidos. Hegseth declarou que não houve baixas entre militares americanos durante a missão.
“Quase 200 dos nossos mais corajosos americanos foram ao centro de Caracas e detiveram um indivíduo indiciado e procurado pela Justiça americana, em apoio às forças da lei, sem que nenhum americano fosse morto”, afirmou. Em outra declaração, Hegseth ironizou o sistema de defesa venezuelano ao dizer: “Parece que as defesas aéreas russas não funcionaram tão bem, não é mesmo?”. Ele relatou que a operação ocorreu na região central da capital venezuelana.
Cuba, aliada do governo chavista, afirmou que enviou agentes especiais para proteger Maduro e declarou que 32 cubanos foram mortos “a sangue-frio” durante a ofensiva dos Estados Unidos. Ainda não há confirmação oficial sobre o número de feridos ou mortos do lado americano. A captura ocorreu no sábado (3/1), durante ações militares em diferentes regiões da Venezuela. O ex-presidente Donald Trump confirmou publicamente a prisão de Maduro e de Cilia Flores.
“Os EUA podem fazer valer sua vontade em qualquer lugar a qualquer momento”
— Pete Hegseth, Secretário da Guerra dos EUA pic.twitter.com/k2KkWx6yRz
— Jeff Nascimento | jnascim.info no Bsky (@jnascim) January 4, 2026
O governo dos Estados Unidos acusa Maduro de chefiar o Cartel de los Soles, classificado por Washington como organização terrorista internacional, além de relacioná-lo a acusações de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. Após a operação, ele foi levado ao Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, conhecido como “prisão dos famosos”, onde permanece detido.
Nesta segunda-feira, Maduro e Cilia Flores participaram de audiência de instrução em tribunal de Manhattan, conduzida pelo juiz Alvin K. Hellerstein. Maduro declarou-se inocente: “Não sou culpado. Sou inocente de tudo o que foi mencionado aqui”, disse, por meio de tradutor.
Ele também se definiu como “presidente sequestrado”. Cilia Flores afirmou ser “completamente inocente”. O juiz informou que ambos podem solicitar contato com o consulado da Venezuela, e o casal manifestou interesse em receber visitas consulares.