Pesquisa Genial/Quaest mostra esvaziamento precoce da terceira via. Por Miguel do Rosário

Publicado no Cafezinho

Huck, Doria, Mandetta, Ciro e Tasso: possíveis candidatos da “terceira via” em 2022

Por Miguel do Rosário

Nova pesquisa de intenção de votos da Quaest, patrocinada pelo banco Genial Investimentos, mostra que a chamada terceira via, apelido que o debate público tem usado para se referir a candidaturas alternativas a Lula e Bolsonaro, ainda não vingou.

A pesquisa – cuja qualidade é elogiada por um dos maiores especialistas do país no assunto, o cientista político Jairo Nicolau – traz uma pergunta específica sobre isso. No caso, a terceira via é chamada de “Nem Bolsonaro nem Lula”.

O percentual de entrevistados que escolheram o “nem-nem” caiu de 31% para 28%, de julho para a agosto, ao passo que Lula e Bolsonaro ganharam 1 ponto cada um.

Lula foi de 41% para 42%, e Bolsonaro de 24% para 26%.

A íntegra da pesquisa pode ser baixada aqui.

Vamos fazer alguns comentários rápidos, abaixo de cada gráfico.

Na espontânea, a polarização fica ainda mais clara. Lula tem 23%, Bolsonaro 18%, e o único outro candidato que pontua é Ciro, mas com apenas 1%.

Vamos olhar para os seis cenários estimulados.

Lula oscila entre 44% e 46% nos diferentes cenários, e flerta com a vitória no primeiro turno. Em votos válidos, o ex-presidente tem entre 50% e 51%.

Bolsonaro, por sua vez, tem entre 27% e 29%.

Ciro pontua 9 a 12 pontos. O pedetista tem sua melhor pontuação no cenário 1, em que seria o único candidato alternativo. Mas ele oscila para baixo sempre que aparece outro, como Doria, Moro, Eduardo Leite, Datena ou Mandetta.

O apresentador José Luiz Datena surpreendeu, com 10%, empatando com Ciro.

Nos cenários de segundo turno, Lula ganha com margem confortável de todos os candidatos, em todos os cenários.

Contra Bolsonaro, Lula ganharia por 54% X 33%, vantagem de 22 pontos.

Lula também venceria Ciro Gomes, por 53% X 23%, 30 pontos de diferença.

A pesquisa mostra ainda que a avaliação do governo Bolsoanro continua “deficitária”, ou seja, com muito mais negativo do que positivo. Para 44% dos entrevistaods, o governo Bolsonaro é ruim, para 26%, e bom, e para 27% é regular.