Pesquisa revela quem mais aposta em bets no Brasil: homem, bolsonarista e do Sul

Atualizado em 18 de abril de 2026 às 23:46
Site de casa de apostas em celular. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta sexta-feira (17) mostra que 29% dos brasileiros têm o hábito de fazer apostas esportivas pela internet, conhecidas como bets. A maioria da população, no entanto, 71%, afirma não participar desse tipo de atividade.

O levantamento traça o perfil dos apostadores e indica diferenças relevantes entre grupos sociais. Entre homens, 33% dizem apostar com frequência, enquanto entre mulheres o índice é de 21%, evidenciando uma disparidade de gênero no comportamento.

No recorte político, os dados apontam maior incidência entre eleitores que se identificam como bolsonaristas, com 33%. Em seguida aparecem os independentes, com 31%. Já entre os que se declaram de esquerda não lulista e lulista, os índices são de 27% e 26%, respectivamente. O menor percentual foi registrado entre a direita não bolsonarista, com 25%.

A renda familiar também influencia o hábito. A faixa entre 2 e 5 salários mínimos concentra o maior número de apostadores, com 32%. Entre os que ganham até 2 salários mínimos, o índice é de 24%, enquanto entre aqueles com renda superior a 5 salários mínimos, chega a 26%.

Apps listados como disponíveis para serem baixados por crianças e adolescentes
Apps listados como disponíveis para serem baixados por crianças e adolescentes – Reprodução

Regionalmente, o Sul lidera com 37% de apostadores habituais, seguido pelo Sudeste (29%), Centro-Oeste/Norte (27%) e Nordeste (25%). Em relação à idade, os dados mostram distribuição equilibrada, com cerca de 30% entre adultos de 35 a 59 anos e pessoas com mais de 60 anos, e 27% entre jovens de 16 a 34 anos.

O estudo ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. As entrevistas foram realizadas presencialmente em domicílios e também indicam que o nível de escolaridade interfere no comportamento, com maior adesão entre pessoas com ensino médio.

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