Petroleiras interrompem envios pelo Estreito de Ormuz após ataques no Irã

Atualizado em 28 de fevereiro de 2026 às 12:49
Imagem de satélite mostra o Estreito de Ormuz, região estratégica e considerada a mais delicada junto ao golfo de Omã. Foto: Gallo Images

Petroleiras suspenderam neste sábado (28) embarques pelo Estreito de Ormuz após ataques no Irã, em meio à escalada militar envolvendo EUA, Israel e Teerã, segundo fontes do mercado ouvidas pela Reuters.

Empresas do setor interromperam temporariamente o tráfego de petróleo e combustíveis pela rota estratégica que liga o Golfo Pérsico ao Mar Arábico, enquanto continuam os bombardeios e a resposta iraniana.

Um executivo de uma grande mesa de negociação afirmou que os navios vão aguardar antes de seguir viagem: “Nossos navios vão ficar parados por alguns dias”.

Rota estratégica do petróleo mundial

O Estreito de Ormuz, localizado entre Omã e o Irã, é um dos principais gargalos do comércio global de energia. Cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo passa pela região, o que amplia os efeitos de qualquer interrupção no fluxo.

A decisão das petroleiras ocorre por precaução diante do risco de novos ataques e da intensificação das tensões no Oriente Médio.

Europa alerta para risco a embarcações

Autoridades da União Europeia recomendaram que empresas de navegação redobrem a atenção. Em comunicado, a operação Aspides, missão militar defensiva de segurança marítima europeia, afirmou que não é possível descartar ataques a navios após os bombardeios contra o Irã.

A missão também citou novas ameaças dos houthis, do Iêmen, contra Israel e embarcações dos EUA, alertando para possíveis ações no Mar Vermelho e no Golfo de Áden e declarando estar pronta para ajudar a proteger vidas no mar.