
Imagem: Nicholas Kamm/AFP e Federico Parra/AFP…
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, detalhou neste sábado como foi o planejamento e a execução da operação militar que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A ação ocorreu na madrugada de 3 de janeiro e envolveu meses de preparação, segundo o relato feito em entrevista coletiva na Casa Branca.
De acordo com Trump, o ataque começou com o apagão de Caracas. “Graças a uma certa capacidade que possuímos. Estava escuro. Foi letal”, afirmou o presidente norte-americano, ao descrever o início da operação. Explosões foram registradas na capital venezuelana durante a ofensiva, que elevou a tensão entre os dois países.
Trump também destacou o que chamou de “poderio militar esmagador”, afirmando que a captura ocorreu por “ar, terra e mar”. Segundo ele, Maduro foi inicialmente retirado de helicóptero, transferido para um navio e levado à base de Guantánamo, antes de seguir para os Estados Unidos em um voo com destino a Nova York.

O planejamento da ação incluiu um amplo trabalho de inteligência. Segundo o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, os agentes mapearam os deslocamentos de Maduro, seus hábitos diários, locais frequentados e até informações sobre seus animais de estimação. A operação contou com cerca de 150 aeronaves e envolveu bases militares em diferentes pontos.
A ordem final para o ataque foi dada por Trump às 22h46, no horário da costa leste dos Estados Unidos. Os militares chegaram à residência de Maduro por volta das 2h da manhã, no horário local da Venezuela, e isolaram completamente a área para efetuar a prisão.
Imagens divulgadas pela Casa Branca mostram Trump acompanhando a operação a partir de Mar-a-Lago, na Flórida, ao lado de integrantes do alto escalão militar. “Eu assisti, literalmente, como se estivesse assistindo a um programa de TV. Se você tivesse visto a velocidade, a violência, como isso aconteceu. Foi um trabalho maravilhoso”, disse o presidente em entrevista à Fox News.