
A Polícia Federal retomou as negociações de uma delação premiada com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, uma semana após ter rejeitado a proposta inicial do empresário, segundo a Folha de S.Paulo. Os investigadores enviaram um ofício ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, responsável pelo caso, comunicando o interesse em discutir novos termos.
No dia 20 de maio, a PF havia recusado a delação de Vorcaro, alegando que as informações apresentadas não acrescentavam elementos novos às apurações já em curso. Entre os dados avaliados estavam diálogos extraídos de celulares, considerados insuficientes para firmar a colaboração.
Após a rejeição inicial, Vorcaro sinalizou interesse em negociar o acordo diretamente com a PGR (Procuradoria-Geral da República), buscando maior flexibilidade nos termos. A Polícia Federal, porém, decidiu aceitar a retomada das negociações, mantendo o ex-banqueiro no processo.

Nas últimas conversas, o empresário elevou o valor que pretende devolver em caso de delação de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões, segundo informações do Blog do Valdo Cruz no g1. O aumento foi motivado pela resistência inicial da PF em aceitar a primeira versão da proposta.
Interlocutores informaram que a PGR comunicou aos advogados de Vorcaro que apenas o aumento do valor não será suficiente para viabilizar o acordo. A Procuradoria exige também uma reformulação do conteúdo da delação, incluindo informações consideradas relevantes para a investigação.
Apesar da recusa da PF à proposta original, a PGR manteve as conversas abertas. Advogados de Vorcaro avaliam que há espaço para negociação e apostam na continuidade das tratativas com o Ministério Público Federal (MPF).