PF analisa pedido de Lewandowski para investigar Flávio por crimes contra a honra de Lula

Atualizado em 13 de janeiro de 2026 às 12:14
Ricardo Lewandowski e Flávio Bolsonaro sentados lado a lado, sérios
Ricardo Lewandowski e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) analisa o pedido feito por Ricardo Lewandowski para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por publicações que associam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL) ao venezuelano Nicolás Maduro, conforme informações da CNN Brasil.

A solicitação foi enviada ao Ministério da Justiça no dia 7 de janeiro, a partir de representação da deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG), e chegou à Polícia Federal em 8 de janeiro. Após a análise, a PF pode ou não abrir inquérito.

No documento enviado, Dandara aponta uma possível prática de crimes contra a honra de Lula ao citar uma postagem de Flávio no X afirmando que o presidente seria “delatado” e que isso resultaria “no fim do Foro de São Paulo”. A publicação ocorreu após o sequestro de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

Na postagem, o senador escreveu: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”.

A deputada afirma que o conteúdo ultrapassa o debate político e não se enquadra na imunidade parlamentar, pois não estaria ligado à fiscalização, à atuação legislativa ou ao exercício típico do mandato.

Agora, cabe à PF decidir se abre inquérito, se conclui que não há elementos suficientes para investigação ou se entende que o caso deve ser encaminhado a outra instância por falta de competência.

Últimos atos de Lewandowski e próximos passos da PF

O envio do pedido foi um dos últimos atos de Ricardo Lewandowski à frente do Ministério da Justiça antes de entregar sua carta de demissão a Lula.

A saída de Lewandowski foi formalizada em carta entregue ao presidente Lula na última quinta-feira (8). No documento, o então ministro alegou razões pessoais e familiares para deixar o cargo, a partir de sexta-feira (9), em 2026.

Desde sexta-feira, a pasta é comandada interinamente por Manoel Carlos de Almeida Neto, secretário-executivo, enquanto o advogado-geral da Petrobras, Wellington Cesar Lima e Silva, é apontado como o mais cotado para assumir o ministério.