
A Polícia Federal apura possíveis crimes eleitorais ligados ao fornecimento de transporte público durante o segundo turno em Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe e Alagoas. Até aquele momento, apenas Sergipe tinha um inquérito formalmente instaurado para investigar o caso. Com informações de cnnbrasil.com.br.
O diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF, Denis Cali, afirmou que a corporação realizava diligências e colhia depoimentos de pessoas envolvidas no fornecimento do transporte. A apuração busca esclarecer se falhas ou reduções na circulação prejudicaram o deslocamento de eleitores.
A PF atuava com os Tribunais Regionais Eleitorais, o Ministério Público Eleitoral e as polícias estaduais. Cali disse que tribunais determinaram a garantia do transporte público em alguns dos estados sob apuração.
“Em alguns desses estados nós tivemos decisão dos Tribunais Regionais obrigando a que o transporte público fosse garantido, inclusive com alguns percentuais, e tudo isso tá sendo ainda apurado”, afirmou o diretor durante coletiva de imprensa.
Decisões judiciais cobraram recomposição de frotas
Em Sergipe, o Tribunal Regional Eleitoral determinou a recomposição da frota intermunicipal após relatos de dificuldades de deslocamento. A existência do inquérito no estado distingue o caso das diligências ainda em curso nos demais locais.
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Em São Paulo, a Justiça Eleitoral mandou colocar em circulação 100% da frota de ônibus após pedido apresentado por parlamentares do PSOL. Passageiros relataram filas, demora e redução de veículos ao longo do dia de votação.
Na Bahia, o presidente do TRE ordenou a recomposição imediata da frota de Salvador e determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao TSE a prorrogação da votação até as 19h em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.
Na mesma coletiva, o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Fernando Oliveira, informou que a corporação registrou 27 interdições em rodovias, sendo oito totais e 19 parciais. Quatro bloqueios continuavam por causa das chuvas, com rotas alternativas sinalizadas, e a PRF disse não ter informação de eleitores impedidos de votar por essas interdições.