PF conclui investigação sobre morte de “Sicário”, capanga de Vorcaro, em BH

Atualizado em 19 de abril de 2026 às 6:25
Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”. Foto: reprodução

A Polícia Federal concluiu a investigação sobre a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, e não identificou interferência externa no episódio ocorrido na superintendência da corporação em Belo Horizonte.

A apuração analisou contatos com policiais da custódia e ligações feitas por ele após a prisão, mas não encontrou elementos de instigação ao suicídio. Imagens de câmeras registraram o momento em que ele se enforcou com uma camisa de manga comprida. Com informações de Lauro Jardim, no Globo.

Mourão foi preso na quarta-feira (4), durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. Ele é apontado como responsável por invasões a sistemas da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República e de organismos internacionais. Horas após a detenção, tentou tirar a própria vida na cela, foi reanimado por equipes do Samu e levado ao Hospital João XXII, na região Centro-Sul da capital mineira, onde morreu.

Segundo a investigação, Mourão exercia papel central na organização investigada e atuava em atividades como monitoramento de alvos, invasão de sistemas e coleta ilegal de dados. Ele também é acusado de planejar ações contra pessoas consideradas adversárias do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

De acordo com a Polícia Federal, Mourão recebia cerca de R$ 1 milhão por mês para executar tarefas ilícitas ligadas ao grupo. A estrutura foi descrita pelos investigadores como uma “milícia” voltada à obtenção de informações sigilosas e à intimidação de alvos.

Fachada da Superintedência da Polícia Federal em Belo Horizionte, onde “Sicário” estava detido. Divulgação/PF

Conhecido em Minas Gerais como “Mexerica”, Mourão acumulava registros por crimes como estelionato, receptação, associação criminosa e fraudes diversas. Ele também possui histórico relacionado a falsificação de documentos, evasão de divisas e participação em práticas continuadas de ilícitos, além de envolvimento em clonagem de cartões, golpes na internet e roubo de veículos.

Apesar do histórico criminal, mantinha rotina com circulação em áreas de alto padrão de Belo Horizonte e constava como sócio de empresas nos registros da Receita Federal. A Polícia Federal aponta que ele integrava o núcleo operacional da organização investigada na Operação Compliance Zero.