PF faz operação contra bolsonarista Renato Cariani por tráfico de drogas

Atualizado em 12 de dezembro de 2023 às 8:18
Paulo Muzzy, Jair Bolsonaro e Renato Cariani. Foto: reprodução

Na manhã desta terça-feira (12), a Polícia Federal deflagrou a Operação Hinsberg, visando combater o tráfico de drogas e desvio de produtos químicos. A ação tem como principal alvo a empresa Anidrol, localizada em Diadema, Grande São Paulo, e conta com o influenciador fitness Renato Cariani como sócio.

Cariani, bolsonarista com mais de 7 milhões de seguidores, também está entre os alvos da operação, que cumpre 18 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais e Paraná. O grupo é suspeito de desviar toneladas de um produto químico utilizado na produção de crack, estimando-se entre 12 e 16 toneladas dessa droga.

A PF aponta que o quilo do crack pode ser vendido entre US$ 3 mil e US$ 5 mil no mercado interno brasileiro. A operação, realizada em conjunto com o GAECO do MPSP e a Receita Federal, teve início em 2022, após uma empresa farmacêutica multinacional denunciar notas fiscais faturadas em seu nome, sem sua autorização.

Renato Cariani é empresário, influenciador e atleta de fisiculturismo. Foto: reprodução

A investigação revelou que o grupo emitia notas fiscais fraudulentas em nome de grandes empresas, como AstraZeneca, LBS e Cloroquímica. A PF solicitou a prisão dos envolvidos, com parecer favorável do Ministério Público, porém, a Justiça negou.

Cerca de 60 transações dissimuladas vinculadas à atuação desta Organização Criminosa foram identificadas pela PF, totalizando cerca de 12 toneladas de produtos químicos (fenacetina, acetona, éter etílico, ácido clorídrico, manitol e acetato de etila), que poderia render até 19 toneladas de cocaína e crack prontas para consumo.

O nome da operação, Hinsberg, faz referência a Oscar Hinsberg, químico cujo trabalho possibilitou a conversão de compostos químicos em fenacetina, principal insumo químico desviado no esquema criminoso.

O influencer bolsonarista e outros envolvidos podem responder por tráfico, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, com penas que ultrapassam 35 anos de reclusão. A ação conta com o apoio do Gaeco e da Receita Federal na busca por evidências que esclareçam o esquema criminoso de desvio e tráfico de drogas.

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