
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (8) a Operação Colosso de Areia para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a contratos públicos firmados por municípios do Espírito Santo. A ação foi realizada com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e cumpriu 17 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça.
Segundo a PF, os grupos investigados mantiveram contratos públicos que somam aproximadamente R$ 908,8 milhões entre 2017 e 2025. A apuração mira a suspeita de que empresas de fachada tenham sido usadas para ocultar e dissimular recursos provenientes desses contratos.
A investigação aponta movimentações financeiras incompatíveis com as atividades declaradas pelas empresas, transferências entre pessoas jurídicas e saques em espécie. Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam cerca de R$ 270 mil em dinheiro, além de veículos e documentos que serão analisados.
A operação foi realizada no Espírito Santo e que os contratos investigados foram firmados por municípios capixabas, em que empresas de fachada teriam sido usadas para ocultar recursos oriundos dos contratos.

Os mandados teriam atingido sedes de 2 empresas, no ramo de engenharia e transporte. A investigação teria avançado após a prisão de dois suspeitos em setembro de 2025, quando foram encontrados R$ 2 milhões em espécie sacados em uma agência bancária em Vitória.
A PF teria apreendido listas com nomes de gestores públicos e políticos que seriam beneficiados por pagamentos de propina. A informação, porém, não foi detalhada pela Polícia Federal na nota oficial sobre a operação.
Os documentos apreendidos deverão indicar o alcance do suposto esquema e se houve participação de agentes públicos nos contratos investigados. Até o momento, a PF trata o caso como investigação em andamento e não divulgou responsabilizações individuais.