
A Polícia Federal pediu que Daniel Vorcaro deixe a Superintendência da corporação em Brasília e seja transferido de volta ao Complexo da Papuda. A solicitação foi feita após a PF rejeitar a segunda proposta de delação premiada apresentada pelo ex-controlador do Banco Master.
Segundo fontes ligadas à investigação, policiais avaliam que a permanência de Vorcaro na Superintendência pode comprometer o andamento das apurações. A decisão caberá ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), depois de manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Vorcaro está preso em Brasília no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras bilionárias envolvendo o Banco Master. A PF aponta que as irregularidades podem chegar a R$ 12 bilhões.
A segunda proposta de colaboração foi recusada nesta semana. Investigadores já vinham afirmando que o material entregue pela defesa acrescentava pouco ao que a própria PF havia levantado e que a tentativa de acordo parecia preservar pessoas próximas ao banqueiro.

No mês passado, a Polícia Federal também havia rejeitado a primeira versão da delação. Mesmo assim, a negociação continuou com a PF e a PGR, o que sustentava a permanência de Vorcaro em uma sala especial na Superintendência da corporação.
A solicitação atual prevê o retorno do banqueiro à Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima localizada dentro do Complexo da Papuda. O espaço é administrado pelo Ministério da Justiça e funciona de forma independente das unidades prisionais do governo do Distrito Federal.
Segundo interlocutores da PF, a transferência não deve ocorrer nesta sexta-feira (12). Até uma decisão de Mendonça, Vorcaro permanece custodiado na Superintendência da Polícia Federal.