
Em 2025, o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu 2,3%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O valor totalizou R$ 12,7 trilhões, embora tenha mostrado desaceleração em relação ao crescimento de 3,4% registrado em 2024.
O crescimento representa o quinto ano consecutivo de alta na economia brasileira, apesar de ser o menor número em cinco anos. No quarto trimestre, a economia praticamente se manteve estável, com um crescimento de apenas 0,1% em relação ao trimestre anterior.
O setor agropecuário foi o principal destaque de 2025, com um crescimento expressivo de 11,7%, impulsionado pelo aumento na produção e na produtividade de culturas como milho (23,6%) e soja (14,6%), que alcançaram recordes históricos.
A agropecuária sozinha foi responsável por 33% de todo o crescimento do PIB. Outros segmentos, como a produção de laranja, também contribuíram para o resultado positivo. O setor de serviços, embora impactado pelos juros altos, teve um crescimento de 1,8%, com destaque para informações e comunicação (6,5%) e atividades financeiras e de seguros (2,9%).

A indústria registrou um crescimento mais modesto de 1,4%, com as indústrias extrativas, especialmente a de óleo e gás, liderando os resultados. No entanto, setores como eletricidade e gás e indústrias de transformação apresentaram variações negativas.
O consumo das famílias teve um crescimento de 1,3%, impulsionado pela melhora no mercado de trabalho, aumento da massa salarial real e programas de transferência de renda. O número foi inferior ao crescimento de 5,1% registrado em 2024, devido à alta taxa de juros e ao endividamento elevado das famílias. A política monetária restritiva foi apontada como o principal fator limitante para o consumo.
Em relação aos investimentos, houve um crescimento de 2,9%, impulsionado pelo aumento da importação de bens de capital e pelo bom desempenho da indústria de construção. Apesar disso, a taxa de investimento apresentou uma leve desaceleração, passando de 16,9% em 2024 para 16,8% em 2025. A taxa de poupança, por sua vez, subiu de 14,1% para 14,4%.
No último trimestre de 2025, a economia teve um desempenho misto, com o setor de serviços e agropecuária apresentando crescimento, enquanto a indústria recuou 0,7%. A construção teve uma queda de 2,3%, e as indústrias de transformação também apresentaram resultados negativos (-0,6%). O consumo do governo cresceu 1%, mas os investimentos caíram 3,5% no período.