Piloto preso por pedofilia dizia abertamente que “gostava de crianças”, revela polícia

Atualizado em 9 de fevereiro de 2026 às 19:36
Piloto preso sendo conduzido por agentes do DHPP no aeroporto de Congonhas. Foto: Reprodução/TV Globo

O piloto Sergio Antonio Lopes, de 60 anos, preso nesta segunda-feira (9) no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, dizia explicitamente que “gostava de crianças” durante encontros com familiares das vítimas, segundo a delegada Ivalda Aleixo, do DHPP. Ele foi detido antes de operar um voo com destino ao Rio de Janeiro.

De acordo com a Polícia Civil, o investigado aliciava familiares e solicitava fotos e vídeos das crianças. Em troca, oferecia pequenas quantias em dinheiro e custeava despesas como medicamentos, aluguel e bens domésticos.

Um dos casos envolve uma avó presa por vender as próprias netas para exploração sexual. Conforme a polícia, uma das jovens tem atualmente 18 anos, com abusos iniciados quando tinha cerca de 13. A outra tem 14 anos e teria sido abusada desde os 11.

A Polícia Civil informou que já identificou ao menos dez vítimas e apura se os crimes vinham sendo praticados havia cerca de oito anos. O suspeito não havia apresentado advogado até a última atualização do caso.

As investigações apontam que o piloto produzia, armazenava e compartilhava material de pornografia infantil. Há também registros de ameaças às vítimas com o objetivo de manter o funcionamento do esquema, segundo os investigadores.

Há ainda vítimas que não pertencem à mesma família. A polícia identificou adolescentes com idades entre 14 e 17 anos. No celular do investigado, foram encontradas fotos e vídeos de meninas, incluindo crianças pequenas que ainda não foram identificadas.

A investigação teve início em outubro, após denúncia formal feita por uma das vítimas. Segundo a delegada, o suspeito buscava vítimas principalmente em regiões periféricas e, em alguns casos, fazia com que uma vítima aliciasse outra.

A Latam informou que abriu apuração interna e declarou estar à disposição das autoridades. A prisão integra a operação “Apertem os Cintos”, da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP, que também cumpre mandados de busca e apura a participação de outros envolvidos.