
O PL (Partido Liberal) superou a marca de 100 deputados na Câmara dos Deputados, atingindo o maior número de parlamentares desde 1998. O crescimento do partido se deve em grande parte à pré-campanha de Flávio Bolsonaro à presidência e à crise enfrentada pelo União Brasil, que resultou em uma série de trocas de sigla durante a janela partidária. O PL agora conta com 101 deputados, consolidando-se como o maior partido da Casa desde o fim da gestão de Fernando Henrique Cardoso.
A janela partidária, que permitiu a troca de siglas sem penalidades, resultou em 120 trocas de legenda entre os parlamentares. O PL, que começou com 86 deputados, viu um aumento expressivo de 15 cadeiras no último mês. Esse crescimento foi impulsionado por adesões de membros do União Brasil, que enfrentam dificuldades internas e estão se distanciando da crise envolvendo o Banco Master e disputas internas por liderança.
Para o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o fortalecimento do partido é resultado do prestígio do ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado à estratégia de ampliar a presença nas regiões onde Flávio Bolsonaro busca apoio para sua candidatura. O PL também recebeu Alfredo Gaspar e Dani Cunha, além de Rosângela Moro e Rodrigo Valadares, que ingressaram após deixar o União Brasil.

Enquanto o PL cresce, o PT, apesar de liderar o governo, manteve sua bancada estagnada, com uma leve queda de um deputado. O PL, com 101 deputados, agora está à frente do PT, que conta com 66 cadeiras.
O União Brasil, por outro lado, viu sua bancada reduzir significativamente, passando de 59 para 44 deputados, após 25 saídas e 10 novas filiações. A federação com o PP, embora tenha sido desenhada para fortalecer o bloco, acabou gerando disputas internas, impactando a estabilidade do partido. A crise também se estendeu ao Senado, com perdas significativas de nomes importantes que migraram para o PL.