PM desaparece e é morto por criminosos em tribunal do crime de SP, diz investigação

Atualizado em 11 de janeiro de 2026 às 9:21
Veículo do PM foi encontrado em área da mata. Foto: Reprodução

O cabo da Polícia Militar, Fabrício Gomes Santana, de 40 anos, desapareceu na quinta-feira (8) após se envolver em uma discussão com um homem ligado ao tráfico de drogas na favela Jardim Horizonte Azul, em Santo Amaro, zona sul de São Paulo. Santana estava de férias quando desapareceu, e a PM montou uma força-tarefa chamada Operação Impacto — Pronta Resposta para localizá-lo. Três suspeitos foram presos, sendo considerados as últimas pessoas a terem contato com o policial. A investigação está sendo conduzida pela Polícia Civil, com apoio da Corregedoria da PM.

De acordo com o documento judicial que detalha o caso, Santana estava em uma confraternização com um grupo de pessoas quando teve uma discussão com um homem. Após o conflito, o homem saiu do local, e outro indivíduo permaneceu na confraternização, recebendo uma ligação que o chamou até líderes do crime organizado do Jardim Horizonte Azul. Santana foi então convidado a acompanhar esse homem e foi levado a um segundo local, onde foi “julgado” por membros do tráfico e informado de sua morte iminente.

A investigação revelou que Santana foi morto por ser policial e por frequentar uma área controlada pelo crime organizado. Segundo depoimentos obtidos pela Polícia Civil, o corpo do policial foi abandonado em uma área de mata próxima à represa Guarapiranga, após ser atraído até os criminosos. Além disso, o carro de Santana, um Ford Ka, foi incendiado e encontrado horas depois, completamente destruído. O veículo foi visto inicialmente estacionado na entrada da comunidade, e posteriormente encontrado queimado em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.

As buscas continuaram na região de mata onde o veículo foi encontrado, mas o corpo de Santana não foi localizado. Durante a operação, policiais militares do COE (Comandos e Operações Especiais) descobriram um carro utilizado pelos criminosos, que estava com galões de combustível contendo resquícios de gasolina. Na residência vinculada ao veículo, um dos suspeitos foi identificado, e ele teria conduzido o carro que escoltou o veículo do PM até o local onde foi incendiado.

Cabo estava desaparecido. Foto: Reprodução

A operação policial está concentrada na região do Jardim Ângela, e outras investigações estão em andamento para esclarecer todos os envolvidos no desaparecimento e morte do cabo. A situação gerou comoção, pois a morte de Santana destaca o crescente impacto da violência organizada nas comunidades e a relação entre traficantes e membros da polícia.

As autoridades continuam a investigar o caso e já prenderam outros suspeitos. A Polícia Militar, junto com a Polícia Civil, mantém o foco nas buscas e na apuração dos responsáveis pelo crime, enquanto os envolvidos serão interrogados para entender o completo envolvimento de cada um na execução do cabo Santana.