
A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, foi promovida a soldado nesta sexta-feira (17), duas semanas após atirar no peito de Thawanna Salmázio, na Zona Leste de São Paulo. A efetivação foi publicada no Diário Oficial. Com informações do g1.
Até então, Yasmin atuava como estagiária na corporação. Atualmente, ela está afastada das ruas e é investigada pela Corregedoria da Polícia Militar e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O caso ocorreu na madrugada de 3 de abril, em Cidade Tiradentes. Thawanna caminhava com o marido quando o braço dele encostou no retrovisor de uma viatura em patrulhamento, o que deu início a uma discussão com os policiais.
A policial Yasmin, que estava no banco do passageiro, desceu da viatura durante a abordagem. Imagens da câmera corporal do motorista registraram o momento em que a vítima pediu para que a agente não apontasse o dedo para ela.
➡️ Testemunha filma mulher caída no meio da rua após ser baleada por PM
Vídeo mostra sequência do momento que Thawanna da Silva, de 31 anos, foi baleada por uma PM. Ela morreu após ser levada a hospital pic.twitter.com/Y28RlWgQEd
— Metrópoles (@Metropoles) April 5, 2026
Em seguida, foi efetuado o disparo. Após o tiro, o policial que conduzia o veículo questionou a colega: “Você atirou? Você atirou nela? Por quê, ca***?”. Yasmin respondeu: “Ela deu um tapa na minha cara”.
Na ocasião, Yasmin não utilizava câmera corporal. Ela estava na fase final do estágio e realizava patrulhamento havia cerca de três meses.
Após o disparo, houve um intervalo de aproximadamente 30 minutos entre o pedido de socorro e a chegada do resgate. Registros indicam que o chamado ao Corpo de Bombeiros ocorreu alguns minutos depois da solicitação inicial feita ao Copom.
A ambulância chegou ao local por volta das 3h30 e levou a vítima ao hospital, onde foi constatada a morte. O laudo do Instituto Médico Legal apontou hemorragia interna aguda como causa do óbito.