Polícia Civil vai investigar agente suspeito de favorecer Renato Cariani

Atualizado em 1 de novembro de 2026 às 10:28
Influenciador Renato Cariani
Influenciador Renato Cariani. Foto: Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo informou que apurará a conduta do investigador André Dziuba, apontado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por possível favorecimento ao influenciador Renato Cariani em inquéritos nos quais ele era alvo. A Promotoria pediu a condenação de Cariani, Fábio Spinola Mota e Rodrigo Gomes Pereira por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Com informações de Metrópoles.

Nas alegações finais da ação penal, o MPSP afirmou que Dziuba e Cariani trocavam mensagens e mantinham uma cooperação que ultrapassava a relação profissional. O documento cita pedidos pessoais do policial ao empresário, inclusive sobre suplementos para tratamento de seu joelho.

A acusação também sustenta que o investigador buscava auxílio ou informações de Cariani sobre fiscalizações relacionadas ao setor de suplementos. Para o Ministério Público, as conversas indicam proximidade entre os dois.

Segundo a Promotoria, Dziuba compartilhou com o influenciador informações sobre fiscalizações no segmento em que ele atuava. O investigador também teria agido para esvaziar e contribuir para o arquivamento de um inquérito anterior contra Cariani, conduzido pela 2ª Vara Criminal de Diadema e de natureza semelhante à investigação atual.

Mensagens trocadas entre André Dziuba e Renato Cariani. Reprodução

MPSP atribui desvio de insumos e depósitos em espécie ao esquema

O MPSP acusa Cariani, Mota e Pereira de desviar 12 toneladas de insumos químicos que teriam servido para produzir 15 toneladas de drogas, entre elas cocaína e crack. A investigação descreve um esquema com emissão fraudulenta de notas fiscais por empresas autorizadas a comercializar produtos químicos.

As apurações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado apontam o uso de laranjas e de pessoas que figuravam como compradoras dos produtos. Os envolvidos faziam depósitos em espécie e se apresentavam como funcionários de grandes multinacionais, conforme a acusação.

A Promotoria atribui a Cariani uma posição de comando por ele ser dono de uma empresa licenciada para a venda de insumos e formado em química. A acusação diz que ele cadastrou informações falsas no sistema de controle de produtos químicos da Polícia Federal para ocultar suspeitas de tráfico.

O MPSP afirma que Fábio Spinola Mota usava um e-mail falso para se passar por uma empresa farmacêutica e de biotecnologia, enquanto Rodrigo Gomes Pereira atuaria na aquisição dos produtos. A acusação identificou 59 transações financeiras fraudulentas entre 2014 e 2020, que somaram quase R$ 2,5 milhões em depósitos em espécie. A defesa de Cariani declarou confiar em sua absolvição e afirmou que responderá às teses da Promotoria nas alegações finais defensivas.

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