
A Polícia Federal aparece como a instituição com maior nível de confiança entre os brasileiros, segundo pesquisa AtlasIntel em parceria com o jornal Estadão divulgada na última sexta-feira (20). O levantamento mostra que 56% dos entrevistados avaliam positivamente a atuação da corporação, colocando-a no topo entre 13 instituições analisadas.
Na sequência do ranking, aparecem as polícias Civil e Militar, ambas com 55% de confiança. A Igreja Católica surge com 49%, seguida pelo Banco Central, com 45%, e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 42%. Os dados indicam que instituições ligadas à segurança pública concentram os maiores níveis de credibilidade junto à população.
Na outra ponta, o Congresso Nacional apresenta o pior desempenho, com apenas 9% dos entrevistados afirmando confiar no Parlamento e 86% declarando desconfiança. O Supremo Tribunal Federal (STF) também registra maioria de percepção negativa, com 35% de confiança contra 59% de desconfiança. O governo federal segue a mesma tendência, com 37% de avaliações positivas e 59% negativas.
As Forças Armadas também aparecem entre as instituições com baixa confiança, com 27% de avaliações positivas e 60% de desconfiança. Já a Polícia Federal, além de liderar o ranking, apresenta um índice de rejeição de 30%, inferior ao de outras instituições avaliadas.

A pesquisa ouviu 2.090 brasileiros adultos entre os dias 16 e 19 de março de 2026, por meio de questionários aplicados pela internet. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O bom desempenho da Polícia Federal ocorre em meio a um período de forte exposição da corporação, especialmente por conta das investigações envolvendo o Banco Master.
O caso gerou atritos entre investigadores e o Supremo Tribunal Federal (STF), à época sob relatoria do ministro Dias Toffoli, que chegou a criticar a atuação da PF em despachos, mencionando demora no cumprimento de decisões judiciais.
Por outro lado, integrantes da corporação também fizeram ressalvas a decisões adotadas no inquérito, como a custódia de materiais apreendidos pelo STF e a condução de diligências consideradas atípicas. O relatório elaborado pela PF, com base em dados do celular do empresário Daniel Vorcaro, apontou possíveis conexões com o ministro Dias Toffoli e foi entregue ao presidente do Supremo, Edson Fachin, gerando reação entre integrantes da Corte.