
Nesta quarta (15), a Polícia Civil indiciou Guilherme Machado e sua mãe, enfermeira de 43 anos, após o acidente envolvendo um Porsche no Túnel Ayrton Senna, em São Paulo, ocorrido na madrugada de segunda (13). O filho, que dirigia o veículo, foi indiciado por fraude processual, fuga do local e por dirigir sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que estava vencida. A mulher foi indiciada pelo primeiro crime.
O indiciamento ocorreu após investigações que apontaram versões conflitantes sobre o acidente. O casal de comerciantes vítima da batida alegou que os carros envolvidos, incluindo o Porsche de Guilherme, estavam em alta velocidade, possivelmente disputando um racha.
Eles informaram que o motorista desceu do carro e admitiu ter consumido bebida alcoólica antes de dirigir, o que foi confirmado pela presença de garrafas de álcool no interior do veículo.
VÍDEO: veja o momento em que Porsche bate em outro carro no Túnel Ayrton Senna https://t.co/txPx9aydJj #g1 pic.twitter.com/7sK0GDh5LK
— g1 (@g1) April 13, 2026
A mãe de Guilherme, em depoimento à polícia, alegou que era a responsável pela direção do Porsche e que perdeu o controle do carro, causando o acidente. Ela afirmou ainda que não estava acostumada a dirigir o veículo, que possuía há pouco tempo.
No entanto, sua versão foi desmentida posteriormente. A TV Globo acompanhou o resgate das vítimas e afirmou não ter visto a mulher no local do acidente.
As autoridades também estão investigando se Guilherme estava embriagado no momento do acidente e se ele estava participando de uma corrida ilegal, como indicam os depoimentos das vítimas. A Polícia Civil entendeu que as versões apresentadas tinham como objetivo ocultar responsabilidades.