Polícia prende líder da facção ‘Povo de Israel’ em churrasco no Rio

Atualizado em 4 de março de 2026 às 14:58
Chefe da facção Povo de Israel é preso durante churrasco na Baixada Fluminense. Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta terça-feira (3) Márcio Cea de Paiva, de 45 anos, conhecido como “Kinca”, apontado como um dos principais integrantes da facção criminosa Povo de Israel. A captura ocorreu em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, durante uma ação da 38ª DP (Brás de Pina), após monitoramento realizado por agentes de inteligência.

Segundo a investigação, Kinca estava em um churrasco com amigos quando foi localizado pelos policiais. Contra ele havia dois mandados de prisão em aberto por roubo. A ação foi realizada após levantamento de informações que indicavam o paradeiro do suspeito, considerado um dos nomes de destaque dentro da organização criminosa.

Ao chegar ao local, os agentes cercaram o imóvel e realizaram a abordagem por volta das 15h. Durante a operação, os policiais identificaram outro homem com mandado de prisão pendente e cinco indivíduos que estavam com telefones celulares roubados.

Todos foram conduzidos para a delegacia. No total, sete pessoas acabaram presas na ocorrência. Cinco delas foram autuadas em flagrante pelo crime de receptação, enquanto os dois suspeitos com mandados de prisão tiveram as ordens judiciais cumpridas.

De acordo com dados de inteligência da Polícia Civil, Kinca ocupa posição relevante dentro da facção autodenominada Povo de Israel, sendo apontado como o terceiro na hierarquia do grupo criminoso. A organização surgiu dentro do sistema penitenciário do estado do Rio de Janeiro e é composta majoritariamente por detentos que continuam coordenando atividades ilegais mesmo encarcerados.

As investigações indicam que a facção se especializou em golpes e extorsões aplicados por telefone a partir de presídios, especialmente o golpe do falso sequestro. Segundo os investigadores, as fraudes movimentam milhões de reais.

Os policiais apontam que Kinca possui extenso histórico criminal, com registros por crimes como roubo de carga, receptação e estelionato. Ele também é citado em investigações relacionadas à onda de ataques ocorrida em novembro de 2010 no Rio de Janeiro, quando facções promoveram arrastões, incêndio de veículos e confrontos com forças de segurança.

Na época, o suspeito chegou a ser preso e, devido ao grau de periculosidade atribuído a ele, foi transferido para o Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 28 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.